
O ministro Gilmar Mendes, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu a investigação de suposta prática de atos ilícitos na campanha que reelegeu a presidente Dilma Rousseff em 2014. Em relatório encaminhado nesta sexta-feira à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à Polícia Federal, o ministro indica "vários indícios" de que a campanha da petista teria sido financiada por recursos desviados da Petrobras.
O ministro, que relatou as contas de campanha do PT e da candidata no ano passado, encaminhou ainda o despacho ao corregedor-geral da Justiça Eleitoral, João Otávio de Noronha, para que sejam tomadas providências em relação a um artigo da Lei dos Partidos Políticos que veda o financiamento de campanhas por empresas de capital misto, como a Petrobras.
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"Assim, tenho por imprescindível dar conhecimento às autoridades competentes sobre os indicativos da prática de ilícitos eleitorais e de crimes de ação penal pública ressaltados neste despacho", escreveu o ministro. No despacho, Gilmar Mendes utiliza informações reveladas pela Operação Lava-Jato, como trechos da delação do empreiteiro Ricardo Pessoa, dono da UTC, que disse a investigadores ter doado R$ 7,5 milhões à campanha de Dilma Rousseff.
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O TSE aprovou no ano passado as contas da campanha à reeleição de Dilma, mas, na ocasião, Mendes determinou que as suspeitas de irregularidades seguissem sendo investigadas.
* Estadão Conteúdo
