
Uma empresa de Santa Catarina é o principal foco de atuação da Polícia Federal nesta nova fase da Operação Lava-Jato, a nona desde o início das investigações. Das quatro prisões decretadas, três foram para cumprimento no Estado. Duas pessoas foram presas em Itajaí e uma se encontra no exterior, por isso não foi detida pelos agentes - os três têm ligação com a empresa Arxo, de Piçarras, no Litoral catarinense. A quarta pessoaera procurada no Estado do Rio de Janeiro.
AO VIVO: acompanhe as últimas informações sobre a operação da PF
Testemunha-chave ajudou nova fase da Lava-Jato
Lava-Jato cita 11 novos operadores e a BR Distribuidora
De acordo com a PF, a empresa que produz equipamentos de armazenagem e transporte de combustíveis tem ligações com a BR Distribuidora e há suspeitas de que teria envolvimento com lavagem de dinheiro e pagamento de propinas.
Os crimes teriam sido cometidos até o ano passado, uma diferença em relação a outras fases da Lava-Jato - que apurou crimes ocorridos em 2010 e anos próximos a essa data.
9ª fase da operação
A denúncia contra fraudes envolvendo a distribuidora da Petrobras teria partido de um colaborador que procurou a PF. As ações em Santa Catarina têm como objetivo encontrar provas materiais que possam comprovar as denúncias que chegaram ao conhecimento dos policiais.
Na busca e apreensão realizadas pelos agentes, foi apreendido um grande volume de dinheiro na empresa. Das duas pessoas detidas, uma seria um dos sócios da Arxo e a outra um diretor da companhia, informou o portal G-1.
Os presidentes da empresa são os irmãos João Gualberto Pereira Neto e Gilson João Pereira, presidentes da Arxo. A reportagem ainda não confirmou o nome do diretor. A PF, em coletiva realizada em Curitiba, não divulgou nenhum dos nomes das pessoas com mandado de prisão.
Os dois presos durante a operação foram levados diretamente para Curitiba, conforme a Polícia Federal. Um dos alvos dos mandados de condução coercitiva - funcionário da Arxo - foi encaminhado à delegacia da PF, em Itajaí, prestou depoimento e, em seguida, foi liberado.
Buscas em empresa de Piçarras
A empresa Arxo, que atua no fornecimento de tanques para armazenamento de combustíveis e na produção de caminhões tanque, instalada no município de Piçarras, é uma das que recebeu a atuação da PF para apreensão de documentos.
Por meio de sua assessoria de imprensa, a Arxo emitiu um comunicado em que informou que o setor administrativo da empresa está com atividades suspensas, no momento, para que os profissionais possam prestar informações solicitadas pela Receita e Polícia Federal.
Ações em SC
A Polícia Federal cumpre 26 mandados - 16 de busca, 7 de condução coercitiva e 3 de prisão temporária - em Santa Catarina, na manhã desta quinta-feira. A ação faz parte de mais uma fase da Operação Lava-Jato. Cerca de 50 policiais federais participaram da operação, metade de Itajaí, metade do Paraná. Os agentes catarinenses fizeram apenas cumprimento de mandados de busca e de condução coercitiva.
Os mandados foram cumpridos nas seguintes cidades do Estado:
- Itajaí - 8 mandados de busca, 5 de condução coercitiva e 2 de prisão temporária;
- Balneário Camboriú - 3 mandados de busca, 1 de prisão temporária e 1 de condução coercitiva;
- Piçarras - 2 mandados de busca;
- Navegantes - 1 mandado de busca e 1 mandado de condução coercitiva;
- Penha - 1 mandado de busca;
- Palmitos - 1 mandado de busca.
Além de Santa Catarina, a operação foi realizada em outros três Estados. Em São Paulo os agentes cumprem 12 mandados, 21 no Rio de Janeiro e três na Bahia. Ao todo, foram ou estão sendo cumpridos 62 mandados em todo país. A Polícia Federal disse que busca até 11 operadores de esquemas de desvios de dinheiro público ocorridos na Petrobras.
De acordo com o jornal Estado de São Paulo, um dos mandados de condução, quando a pessoa é levada para depor, é contra o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. A PF também estaria fazendo busca e apreensão na casa do petista.
Os fatos que marcaram a operação:
Segundo a PF, esta fase é fruto da análise de documentos e contratos apreendidos, das informações passadas por um dos investigados e da denúncia de uma ex-funcionária de uma das empresas investigadas. Os investigados devem responder pelos crimes de fraude e licitação, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
Deflagrada em março deste ano, a Operação Lava-Jato é uma investigação da Polícia Federal que apura desvios de recursos da Petrobras e envolve servidores públicos, políticos e empresários.



