A Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) encaminhou uma sugestão à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para que as contas de energia elétrica aumentem em 34,99% a partir do dia 25 de outubro. A Aneel, porém, ressalta que a decisão independe da vontade da CEEE, mas não adiantou o percentual de reajuste.
O teto da nova tarifa será anunciado até o dia 21 de outubro, e a empresa poderá adotá-lo ou cobrar mais barato dos consumidores. Haverá percentuais diferentes para contas industriais e residenciais.
Em nota emitida no final da tarde desta sexta-feira, o governo do Estado negou a informação sobre o reajuste e disse que o "único pedido efetivamente feito à Aneel foi a mudança da data-base de reajuste do mês de outubro para o mês de fevereiro", o que ainda estaria sob análise da Agência. O Executivo ressaltou que a definição é de competência exclusiva da Aneel e que à CEEE só cabe a apresentação das planilhas de custo da companhia.
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Em setembro, o governo federal governo admitiu que fará reajustes maiores nas contas de luz para reduzir a necessidade de injeção de recursos do Tesouro Nacional nas empresas do setor por meio da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), o fundo que tem bancado programas sociais do setor e o custo adicional das usinas termelétricas.
A redução de R$ 4 bilhões nos repasses à CDE é um dos malabarismos aos quais a área econômica recorrerá neste ano para evitar cortes nas demais despesas do governo. As tarifas aos consumidores podem ficar em média 28% mais caras em 2015, segundo projeção da consultoria especializada PSR. A decisão de congelar o repasse à CDE terá impacto equivalente a três pontos porcentuais nas tarifas.


