
Em pouco tempo, para acessar a internet não será mais preciso acionar comandos em um aparelho que você carrega no bolso ou na pasta. Os smartphones e os tablets de hoje darão lugar a dispositivos que permitirão interagir de forma mais intuitiva e natural com as tecnologias existentes, como é o caso do Google Glass, um dos exemplos mais consistentes desta tendência.
Óculos inteligente desenvolvido pelo Google, o gadget ainda nem chegou ao mercado, mas já está causando furor entre os nerds. Conectado à internet via redes Wi-Fi, conta com dispositivos que medem e interpretam a aceleração dos movimentos do usuário e pode ser controlado até por comandos de voz.
Com lançamento previsto para 2014, o equipamento está em fase de testes. As primeiras unidades da Explorer Edition, voltada aos desenvolvedores, serão vendidas ainda este ano, ao preço de US$ 1,5 mil.
- O Google Glass traz um novo modelo de interface. Permite que o computador identifique e participe do contexto do usuário. Com ele, o computador consegue ouvir o que você ouve e ver o que você vê - explica Sérgio Cavalcante, superintendente do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar).
Segundo o especialista, o gadget transforma em realidade, depois de décadas, uma ideia experimentada pela indústria desde 1966:
- Vai mudar bastante a forma como as pessoas se relacionam com o computador. E vai ajudar a mudar a relação das pessoas com o mundo.
Junto com um relógio que está em desenvolvimento pela Apple, o óculos surge como um possível símbolo da emergente "tecnologia de vestir", com os seus "wearable gadgets" ("aparelhos de vestir").
Para Almir Meira Alves, coordenador dos cursos de Engenharia da Computação e Engenharia de Produção 2.0. da Faculdade de Informática e Administração Paulista (Fiap), o Google Glass poderá inspirar a criação de outros produtos do mesmo gênero:
- É revolucionário, por não ocupar espaço. Hoje, para interagir com qualquer mídia, você precisa de um dispositivo que ocupe algum espaço. No caso do óculos, não. Ele vira uma extensão do usuário.
O que é?
Óculos inteligente, que se conecta à internet e conta com dispositivos como acelerômetro, instrumento que mede a aceleração dos movimentos, e giroscópio, capaz de interpretar os movimentos da cabeça. Pode ser controlado por meio de um touchpad (na lateral do gadget), via smartphone ou até por comandos de voz.
O que faz?
Reúne diversas funcionalidades já presentes em computadores e smartphones, com a vantagem de não exigir o manuseio dos gadgets - com o óculos, o usuário só precisa enviar um comando de voz ou acioná-lo por meio do touchpad. Entre outras aplicações que poderão ser experimentadas já no ano que vem estão a gravação de vídeos e a produção de fotos, o fornecimento em tempo real de informações buscadas na internet sobre aquilo que o usuário está vendo, a realização de videoconferências e o envio de mensagens instantâneas.
Como se conecta?
Em princípio, a conectividade só se dará somente por meio de redes Wi-Fi.
Autonomia?
A pequena bateria fica alojada atrás da orelha do usuário. Conforme especula-se no mercado, uma das supostas razões para que o dispositivo ainda não tenha sido lançado em âmbito mundial seria justamente o aprimoramento do sistema, visando a garantir maior autonomia de uso na sua chegada oficial ao mercado, prevista para o ano que vem.





