
A decisão de estudar para concurso público quase sempre vem acompanhada da mesma dúvida: por onde começar? Nos últimos anos, as carreiras em tribunais ganharam espaço entre as principais escolhas de quem busca estabilidade e boas oportunidades.
Outro fator que ajuda a explicar esse movimento é o nível de exigência dos cargos. Em muitos concursos para tribunais, ainda há vagas que pedem apenas Ensino Médio completo, o que amplia o acesso e atrai candidatos interessados em iniciar uma trajetória profissional mais estável, mesmo sem formação superior.
Em entrevista, o professor do Ceisc, servidor do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) e ex-concurseiro, Patrick Meneghetti, comenta esse cenário e compartilha orientações para quem pensa em seguir por esse caminho.
Como foi o seu caminho até a aprovação em concurso público e de que forma essa experiência ajuda na orientação dos seus alunos?
Ser servidor de tribunal, especialmente na área federal, não era um plano tão claro no começo. Durante a faculdade, eu ainda não tinha muita noção de como funcionava a Justiça Federal. A aprovação no TRF4 veio na sequência da preparação para a OAB, já que várias disciplinas são comuns. E o fato de eu já trabalhar com português acabou ajudando bastante.
Hoje, essa experiência faz muita diferença na forma como eu ensino. Consigo entender melhor as dúvidas e inseguranças de quem está estudando, orientar de forma mais direta e falar da carreira com base no que eu vivi. Isso aproxima bastante os alunos, porque eles percebem que é alguém que já passou por esse processo.
Os concursos para carreiras em tribunais têm chamado atenção pelo número de vagas e pelos salários. O que explica esse cenário?
O principal é entender que não existe fórmula mágica: é estudo bem direcionado. As bancas costumam seguir padrões mais previsíveis do que muita gente imagina. O que assusta, na maioria das vezes, é o tamanho do edital, mas nem tudo ali tem o mesmo peso na prova.
Quando o candidato começa a focar no que realmente é mais cobrado, o caminho fica mais claro e possível. Ter estratégia faz toda a diferença.
Muitas pessoas ainda veem o concurso público como algo difícil ou distante. O que muda quando o candidato passa a enxergar isso como uma carreira possível?
O principal é entender que não existe fórmula mágica: é estudo bem direcionado. As bancas costumam seguir padrões mais previsíveis do que muita gente imagina. O que assusta, na maioria das vezes, é o tamanho do edital, mas nem tudo ali tem o mesmo peso na prova.
Quando o candidato começa a focar no que realmente é mais cobrado, o caminho fica mais claro e possível. Ter estratégia faz toda a diferença.
Quais são as oportunidades nos tribunais para quem tem Ensino Médio e para quem já possui formação superior?
Nos tribunais estaduais, o cargo de técnico, na maioria dos casos, ainda exige apenas nível médio e oferece uma remuneração bastante interessante. Mesmo quem já tem ensino superior pode entrar por esse caminho e crescer ao longo da carreira, com progressões e incentivos por qualificação.
Para quem tem graduação, especialmente em Direito, as opções mais conhecidas são analista e oficial de justiça. Também existem oportunidades em outras áreas, como administração, contabilidade e tecnologia.
Como organizar os estudos antes mesmo da publicação de um edital e qual é o papel do Ceisc nesse processo?
Existem disciplinas comuns à maioria dos concursos, como português, direito constitucional e direito administrativo. Em algumas provas, também aparecem informática e raciocínio lógico. Outro ponto importante é não focar só na teoria. Resolver questões anteriores é um diferencial para quem busca aprovação.
O Ceisc acompanha os alunos em todas as fases do concurso, do pré-edital ao pós-prova, com análise de gabaritos e elaboração de recursos. A instituição conta com professores especialistas, muitos deles também servidores públicos, que ajudam a direcionar os estudos com foco nos conteúdos mais cobrados. Além disso, oferece uma plataforma organizada, com cronogramas, materiais em PDF, videoaulas e cursos voltados à resolução de questões, o que contribui para uma rotina mais clara e estruturada.


