
O judô brasileiro entra em qualquer tatame do mundo como um dos postulantes a subir ao pódio. Rafaela Silva, Daniel Cargnin, Willian Lima e tantos outros nomes do país são reflexo de um trabalho feito pela Confederação Brasileira de Judô e das federações estaduais, como a gaúcha.
Na última quinta, em evento organizado no Centro Estadual de Treinamento Esportivo (Cete), a FGJ trouxe Nuno Delgado, português e medalhista de bronze nos Jogos de Sydney, para um intercâmbio com os judocas e treinadores gaúchos. O europeu elogiou os atletas brasileiros e jogou a responsabilidade sob as costas dos judocas do país:
— O judoca brasileiro é um atleta muito bem dotado fisicamente, então esse equilíbrio entre a qualidade técnica e as capacidades físicas fazem dos judocas brasileiros uma potência mundial. Eu acredito que, a nível de equipe, a seleção do Brasil pode ser uma forte candidata ao título olímpico. Sem por pressão, mas é um fato.
Delgado também reforçou a importância de treinamentos internacionais para qualificar mais os judocas:
— Judô tem uma particularidade única no esporte olímpico. É o único esporte onde os melhores treinam com os melhores. Hoje, venho aqui também com uma expectativa de, enquanto técnico, olhar para o judô de uma forma diferente. Nós temos sempre qualquer coisa para dar e para receber. Eu venho partilhar aqui também um pouco daquilo que é a filosofia e a forma de trabalhar do júri europeu e beber do Brasil que, hoje em dia, eu diria que é dos países com mais praticantes no mundo inteiro — finalizou em entrevista coletiva.
A partir desta sexta, 15 brasileiros estarão em busca de medalhas no Grand Prix, em Linz, na Áustria. Entre os judocas do Brasil, Daniel Cargnin, Jéssica Lima e Rafael Macedo, atletas da Sogipa.



