
O Comitê Olímpico do Brasil (COB) anunciou, nesta sexta-feira (9), os cinco atletas que passarão a fazer parte do Hall da Fama da entidade a partir da temporada de 2026. Os novos membros deixarão seus pés ou mãos eternizadas em moldes e receberão homenagens em uma cerimônia especial, ainda sem data definida.
As duplas Alex Welter e Lars Björkström, dupla que faturou a primeira medalha de ouro olímpica da vela brasileira, na classe Tornado, nos Jogos Olímpicos Moscou 1980; Ricardo Santos e Emanuel Rego, campeões olímpicos no vôlei de praia nos Jogos Olímpicos Atenas 2004; e Oscar Schmidt, o “Mão Santa”, que disputou cinco edições consecutivas dos Jogos Olímpicos no basquete marcando mais de 1.000 pontos, foram escolhidos para integrar a galeria de homenageados do ano.
— O Hall da Fama do COB tem o papel de preservar e celebrar o legado daqueles que marcaram o esporte olímpico brasileiro. Com a indicação dos novos nomes, reconhecemos trajetórias que ultrapassam resultados e medalhas, deixando contribuições duradouras para o desenvolvimento das modalidades e para a formação de uma verdadeira nação esportiva — explicou Manoela Penna, diretora de Comunicação, Marketing e Valores Olímpicos.
O Hall da Fama do COB foi lançado em 2018 e homenageou, até o momento, 39 ex-atletas e ex-treinadores do esporte brasileiro. No ano passado, foram eternizados no hall Daiane dos Santos (ginástica artística), Edinanci Silva (judô), Gustavo Kuerten (tênis) e Afrânio Costa, in memoriam, (tiro esportivo).
Biografia dos homenageados deste ano:
Alex Welter e Lars Björkström - Vela
Alex Welter e Lars Björkström formaram uma das duplas mais emblemáticas da história da vela olímpica brasileira. Juntos, conquistaram a primeira medalha de ouro olímpica da modalidade para o Brasil, na classe Tornado, nos Jogos Olímpicos de Moscou 1980, encerrando um jejum de 24 anos sem títulos olímpicos do país.
A parceria teve início em 1976 e rapidamente se destacou no cenário internacional, garantindo vaga em competições mundiais e olímpicas. Mesmo após o fim da carreira competitiva, ambos mantiveram forte ligação com o Movimento Olímpico, atuando como voluntários nos Jogos Olímpicos Rio 2016. Atualmente, eles são reconhecidos como os campeões olímpicos brasileiros vivos mais velhos.
Ricardo Santos e Emanuel Rego - Vôlei de Praia
Ricardo Santos e Emanuel Rego estão entre as maiores duplas da história do vôlei de praia mundial. Campeões olímpicos nos Jogos de Atenas 2004, a dupla voltou ao pódio em Pequim 2008, com a medalha de bronze, comprovando sua consistência em alto nível.
No circuito internacional, foram campeões mundiais em 2003 e conquistaram cinco títulos do Circuito Mundial, além da medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos Rio 2007. O legado de Ricardo e Emanuel foi fundamental para consolidar o vôlei de praia como uma das modalidades mais vitoriosas do esporte olímpico brasileiro.
Oscar Schmidt - Basquete
Oscar Schmidt, conhecido mundialmente como Mão Santa, é um dos maiores nomes da história do basquete. Recordista brasileiro em participações olímpicas, disputou cinco edições consecutivas dos Jogos Olímpicos e se tornou o único atleta a ultrapassar a marca de 1.000 pontos na história da competição.
Ícone do esporte internacional, integra o Hall da Fama da FIBA e, de forma inédita, também o Hall da Fama da NBA, mesmo sem nunca ter atuado na liga. Reconhecido por sua genialidade e impacto global, foi eleito um dos 100 maiores jogadores de basquete de todos os tempos.
