
Falta um mês para os Jogos Olímpicos de Inverno. E a menos de duas semanas do final da janela de classificação, o Brasil vive a expectativa de ter sua maior delegação na história do evento e de finalmente conquistar seu primeiro pódio.
— Pode vir a medalha sim, mas não temos como prometer nada. A expectativa é muito boa. Nunca estivemos tão próximos, mas nada é garantido — destacou o presidente da Confederação Brasileira de Desportos na Neve (CBDN), Anders Petterson.
Em entrevista ao Gaúcha Olímpica, da Rádio Gaúcha, ele ressaltou que a "medalha é consequência", mas que em esportes de alto rendimento, tudo é definido nos detalhes.
— Nosso maior chance é com o Lucas Pinheiro Braathen, no esqui alpino, nas provas do slalom gigante e slalom. Mas a diferença do primeiro para o quarto lugar é de centésimos de segundo. Um pequeno erro pode custar a medalha. É uma prova onde qualquer erro é fatal — alerta Petterson.
Gaúcha vive expectativa por pódio

Outra aposta de medalha é a gaúcha Nicole Silveira, que compete no skeleton. Quarta no último Mundial, ela tem boas chances na disputa.
— Nesta temporada, a Nicole vem evoluindo. Nas primeiras competições não foi tão bem, mas já na última conquistou um ótimo resultado, já top 8 — avalia Matheus Figueiredo, ex-presidente da Confederação Brasileira de Desportos no Gelo (CBDG) e Gerente de Relações Institucionais do Comitê Olímpico do Brasil.
— Acho que podemos considerar que há umas 10, 12 meninas com chances de medalhas. Estão muito próximas em resultados e performance e a Nicole está entre elas — acrescenta.
Figueiredo ressalta o equilíbrio entre as postulantes ao pódio.
— Mas, realmente, o circuito está muito competitivo e prever um resultado em uma pista nova, com tantas atletas capazes, realmente é difícil esta previsão, quanto mais garantir resultado.
O ranking classificatório para os Jogos de Inverno será fechado no dia 18 de janeiro.
A situação do Brasil em cada modalidade

Bobsled
Edson Bindilatti ocupa a 28ª posição no ranking, assegurando a última cota destinada a países com um trenó. Já Gustavo Ferreira é o 37º e está apenas 23 pontos atrás da segunda equipe da Áustria, a última que está assegurando uma cota "dupla" (dois trenós por país).
Esqui Alpino
O Brasil possui duas vagas provenientes da cota básica (slalom e/ou slalom gigante): uma masculina e uma feminina. No momento, o país ganha mais duas cotas masculinas pela posição de Lucas Pinheiro Braathen no ranking de largada da Copa do Mundo (sexto no slalom e quinto no slalom gigante). Se Lucas ficar no top 30 em duas disciplinas até 18 de janeiro, garante duas cotas adicionais.
Esqui Cross-country
O Brasil já garantiu uma cota masculina (cota básica pela posição de Manex Silva no Mundial sub-23) e duas cotas femininas (cota básica pelo Mundial adulto + cota adicional pelo ranking de nações em 2024/2025).
Esqui Estilo Livre slopestyle/big air
Dominic Bowler conta com a quantidade de pontos necessária e agora tem apenas duas etapas para cumprir o segundo requisito de elegibilidade: ficar no top 30 em etapa da Copa do Mundo.
Snowboard halfpipe
Com apenas duas etapas em disputa, o Brasil tem provisoriamente duas vagas no snowboard halfpipe masculino. Pat Burgener já está praticamente garantido. Augustinho Teixeira é o 23º e no momento consegue a antepenúltima das 25 vagas.

No feminino, Priscila Cid entrou no ranking pré-olímpico ao terminar na 16ª posição. O resultado fez com que ela cumprisse os dois requisitos (mínimo de 50 pontos FIS e top 30 em Copas do Mundo). Atualmente, ela é a sexta na lista de realocações. A diferença de Priscila para a primeira atleta dentro da zona de classificação é de 51 pontos.
Snowboard Cross
Noah Bethonico tem apenas mais uma etapa, com duas provas, para cumprir o segundo requisito de elegibilidade: ficar no top 30 em uma etapa da Copa do Mundo. Ele tem a quantidade de pontos necessária e se cumprir o requisito do top 30, já vira sexto colocado na lista de realocação.
Snowboard slopestyle/big air
Luca Merimee Mantovani também tem boa quantidade de pontos no ranking e tem apenas duas etapas para cumprir o segundo requisito de elegibilidade: ficar no top 30 em etapa da Copa do Mundo.
Biatlo
Gaia Brunello está assegurando a última das 12 cotas restantes no biatlo feminino. Ela tem pouco mais de dois pontos de diferença para a primeira atleta fora da zona de classificação.
Skeleton
Nicole Silveira está confortavelmente dentro da zona de classificação Olímpica. Ela tem 324 pontos de vantagem sobre a primeira atleta fora da zona de classificação.
No masculino, Eduardo Strapasson segue na busca por uma vaga inédita no skeleton masculino. Ele é 45º no ranking e está na quinta posição da lista de realocação no momento, distante 90 pontos do último na zona de classificação. A vaga automática é difícil, mas se ficar nas primeiras posições da realocação (três primeiros), pode sonhar com uma cota.
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