
Um suposto caso de injúria racial marcou o fim da primeira etapa da partida entre Lajeadense e União Frederiquense, realizada nesta quarta-feira (9), pela 10ª rodada da Divisão de Acesso. O jogo foi disputado na Arena Alviazul, em Lajeado.
Por volta dos 44 minutos, o árbitro Jean Pierre Lima cruzou os braços no alto, o que simboliza o gesto do protocolo antirracismo. O relato veio do lateral-esquerdo Márcio Duarte, que alegou ter sido ofendido por um torcedor do time da casa.
Segundo o comunicado da Federação Gaúcha de Futebol, o torcedor fugiu da arquibancada antes que pudesse ser identificado e detido pelas autoridades. Após cinco minutos de paralisação, o jogo foi retomado.
No fim, o União Frederiquense saiu vitorioso por 2 a 1, de virada. João Branco e Uesley Gaúcho marcaram para os visitantes, enquanto Da Silva fez o gol do time da casa.
Confira a nota publicada pela FGF
A Federação Gaúcha de Futebol - FGF manifesta repúdio ao ato racista ocorrido no jogo entre Lajeadense e União Frederiquense, válido pela 10ª rodada do Gauchão Série A2 2026. Aos 44 minutos do primeiro tempo, um atleta do União Frederiquense relatou à equipe de arbitragem ter sido alvo de injúria racial por um torcedor do Lajeadense que estava na arquibancada.
Imediatamente após a denúncia, o árbitro paralisou a partida e cumpriu a etapa inicial do Protocolo Antirracismo da FGF cruzando os braços para sinalizar o caso. O torcedor apontado como autor da ofensa, no entanto, fugiu da arquibancada antes que pudesse ser identificado e detido pelas autoridades de segurança. Após o cumprimento dos procedimentos de paralisação, o jogo foi retomado.
A FGF e a Odabá - Associação de Afroempreendedorismo acompanham os desdobramentos do caso.
A Federação reitera seu compromisso permanente no combate ao racismo e a qualquer forma de preconceito no esporte. Por meio das diretrizes do Protocolo Zero, a entidade seguirá atuando com firmeza para garantir que episódios dessa natureza sejam tratados com a seriedade, a responsabilidade e o rigor necessários. O futebol gaúcho não tolera a discriminação.



