
Duas comissões pressionadas naturalmente por um Gre-Nal histórico, pelas posições ruins no Brasileirão e também pelos atritos dos últimos clássicos. A áspera discussão entre Pezzolano e Vitor Severino, auxiliar de Luís Castro, estava prometida desde a final do Gauchão. Zero Hora informa os bastidores da confusão entre os estrangeiros.
Depois de um primeiro encontro morno, no Beira-Rio, em janeiro, na única vitória colorada contra o maior rival em 2026, por 4 a 2, o clima esquentou mesmo a partir do confronto de ida da decisão do estadual. A primeira faísca foi após uma conversa do técnico colorado com Pavón, durante o primeiro tempo, que ocasionou uma imagem que circulou nas redes sociais: Castro quebrou o protocolo e puxou o uruguaio pela camisa para reclamar do gestual do adversário para a torcida.
Entretanto, os auxiliares acabaram tomando as dores. Na ocasião, os reservas também se estranharam. O placar de 3 a 0 amenizou qualquer princípio maior de confusão.
No Beira-Rio, na volta, o Inter se mobilizou para tentar a remontada. O Colorado julga ter sido prejudicado pela arbitragem. “Novas provocações normais de jogo” foram registradas com bola rolando, mas o ponto fora da curva foi a celebração efusiva de Vitor Severino e Pedro Mané, os dois principais auxiliares de Castro, no gramado do Beira-Rio.
O estafe de Pezzolano, além do próprio treinador, fizeram menção, após o empate em 1 a 1, de partir pra cima dos europeus, mas rapidamente foram impedidos, se dirigindo ao vestiário. Nas horas seguintes, Severino, ativo nas redes sociais, soltou cornetas para celebrar o Gauchão.
O técnico colorado enviou mensagens diretamente para o braço direito de Luís Castro, mas foi bloqueado e ficou sem respostas. Nos bastidores, as partes imaginavam um novo capítulo de atrito no Beira-Rio, em abril, no empate sem gols, pelo Brasileirão. O sorteio da Copa do Brasil gerou um novo encontro e um princípio de confusão entre o treinador uruguaio e o auxiliar português.
Na saída de campo, após a eliminação, Pezzolano viu Severino e começou a cobrá-lo. Ele foi contido por seguranças, jogadores e também pelo "cordão humano" que separa os vestiários na zona mista da Arena.
A relação direta entre Castro e Pezzolano é respeitosa como com os demais treinadores. Não houve um contato até agora por conta do comportamento do braço direito do português com os uruguaios.
Por enquanto, caso todos os profissionais sigam nas equipes, o novo duelo e provavelmente risco de confusões tem data: 11 de outubro, na Arena, pelo returno do Brasileirão.

