O ex-jogador do Grêmio Marcelo Moreno participou do Bola nas Costas, da Rádio Atlântida, na manhã desta segunda-feira (28). O agora treinador se aposentou como o maior artilheiro da história da Bolívia, com 31 gols marcados. No Brasil, além do Tricolor, passou também por Vitória, Cruzeiro e Flamengo.
O boliviano falou sobre diversos temas, como a limitação de estrangeiros no futebol brasileiro, a quase ida ao Inter e o motivo para a transferência ao Grêmio.
Limite de gringos no Brasil
Ao ser questionado sobre a restrição no número de estrangeiros no futebol brasileiro, Marcelo Moreno se mostrou favorável:
— Eu acho bom ter a limitação de estrangeiros. Não só de jogadores, mas também de treinadores. Acho que é uma forma de você dar oportunidades para os jogadores nacionais a mostrar o seu trabalho — disse.
Moreno também falou que os treinadores brasileiros precisam ser mais valorizados:
— Então, tem que dar oportunidade (aos estrangeiros)? Tem. Mas dá uma segurada aí, entendeu? Porque tem muitos profissionais importantes dentro do Brasil — destacou.
Quase transferência ao Inter
O ex-atacante, que atuou por um ano com a camisa do Grêmio, comentou sobre uma negociação frustrada com o Inter em 2018:
— Estava tudo certo. Eu me lembro que eu estava na China. Rodrigo Caetano, eu acho que era o diretor de futebol aqui do Inter, e a gente conversou, meu empresário veio para cá. A gente teve uma muito perto de fechar, realmente foi uma coisa que, por detalhes do meu time da China, não me liberaram. Estavam pedindo um dinheiro um pouco alto pra transferência e não deu. Não era o destino, não era pra ser. Aí depois eles contrataram o Paolo Guerrero — revelou Moreno.
Além disso, ele disse que chegou a pensar que a torcida colorada não o aceitaria no clube por conta da passagem no rival.
Passagem pelo Grêmio
O ídolo boliviano relembrou momentos vividos com a camisa do Tricolor:
— Tem várias situações, assim, que são bem importantes, como fazer o último gol do Olímpico, o segundo gol da Arena, né, André Lima fez o primeiro.

Além disso, falou de como o estádio gremista o encantou.
— A Arena do Grêmio é maravilhosa. Aquele dia (na inauguração), todo mundo ligou a lanterna do telefone, desligaram as luzes, todo mundo ficou assim, então foi um momento sensacional que aconteceu assim na minha vida. Não foi um título, mas aquilo pra mim, no pessoal, é como se tivesse sido.
Outro ponto destacado foi sobre a avalanche que a torcida gremista fazia, um dos motivos que fez ele aceitar vir ao Grêmio:
— É marcante realmente viver situações assim, como ver a avalanche, porque foi isso que me trouxe pra cá. Foi eu ter entrado no Youtube e ver a avalanche. Eu não conhecia muito sobre o Grêmio mas tinha conhecimento da avalanche e isso me motivou também a vir. A avalanche do Grêmio é sensacional, uma pena que hoje a gente não consegue não consegue ver isso. É uma marca do Olímpico. Chega a me arrepiar de lembrar de vários gols que eu fiz e ver aquela torcida maravilhosa aí, torcendo, gritando com muita emoção — recordou.
📩 Receba as principais notícias do Grêmio direto no seu e-mail. Clique aqui e inscreva-se na newsletter do Tricolor.


