
Algo raro aconteceu na manhã desta terça (11), na sede da CBF, no Rio de Janeiro. O sorteio das quartas de final da Copa do Brasil colocou Grêmio e Inter frente à frente. Será a terceira vez que os times se enfrentam em mata-mata de competição nacional.
A CBF ainda confirmou a agenda dos jogos. Mas, segundo a tabela básica, a partida de ida deve acontecer em 26 de agosto, enquanto a volta está prevista para 2 de setembro. O que já se sabe é que o primeiro jogo será no Beira-Rio, e a volta na Arena.
Quem garantir a classificação para as semifinais enfrentará o vencedor de Cruzeiro e Atlético-MG. No outro lado do chaveamento, o Vasco enfrenta o Vitória, enquanto o Palmeiras joga contra o Santos.
Para saber qual será o time gaúcho nas semifinais, os torcedores terão de esperar até o começo de setembro. Mesmo assim, Zero Hora consultou alguns de seus colunistas para saber: o que esperar dos clássicos Gre-Nal nas quartas da Copa do Brasil? Veja as opiniões abaixo.
O que os colunistas de GZH disseram sobre o sorteio
Maurício Saraiva
A moeda cairia de pé. Se eu me esforçar para encontrar um favorito, chegarei ao Inter, não por ser melhor do que o Grêmio, embora seja mais bem treinado, mas porque se repete a ordem de jogos que classificou o Inter na fase anterior. No modelo reativo de Pezzolano, jogar a segunda fora depois de supostamente vencer em casa pode ser decisivo. Mas não é um favoritismo indiscutível. A moeda cai mesmo é de pé.
Leonardo Oliveira
Neste momento, há um equilíbrio entre os dois. Por baixo. O Inter parece estar um passo à frente por já ter entendido que seu caminho é competir sempre e entender suas limitações. O Grêmio só agora começa a entender isso.
Diogo Olivier
Não há favorito. O melhor dos investigadores ganharia em apontar um favorito. Só existe favorito quando há um lado flagrantemente melhor. Não é o caso, como prova a tabela do Brasileirão. São duas equipes cheias de problemas. Talvez o momento, dia antes do primeiro clássico, pesando eventuais desfalques ou lesões, indique algo diferente. Agora é insanidade pensar em favorito.
Pedro Ernesto Denardin
O que eu posso dizer é o seguinte: se não tivesse Gre-Nal, nós poderíamos ter na semifinal os dois gaúchos eliminados. Então, aí tem uma pequena vantagem de ter Gre-Nal. Um será eliminado e outro estará na semifinal da Copa do Brasil. Agora, o que vale é desempenho. É futebol, é jogar, chegar, ganhar do adversário.
Marcelo De Bona
Os dois times estão tentando se reencontrar, tentando achar uma nova identidade, fazendo um trabalho muito curto, muito pequeno, de recuperação no Campeonato Brasileiro. Logo, ter dois clássicos Gre-Nal no meio desse percurso não é bom. Eu tenho essa preocupação com o que Grêmio e Inter poderão ter lá na frente no Brasileiro, porque, me parece claro, que o foco dos dois times, pela grandeza, pela rivalidade e pelo histórico é de uma doação absoluta a partir de agora na Copa do Brasil. E eu entendo que isso sim pode custar, pode cobrar um preço lá na frente no Brasileirão.
Cesar Cidade Dias
Obviamente eu não gostaria de Gre-Nal. Não era a ideia, porque estou preocupado com o Campeonato Brasileiro, mas o desafio está posto. O Grêmio é gigante, tem de encarar. Precisa, obviamente, melhorar, e respeitar o adversário que vive um bom momento e, de preferência, fazer dois grandes jogos. O primeiro jogo no Beira-Rio deixa o duelo ainda mais complicado, mas eu espero que o Grêmio consiga melhorar em relação a ele mesmo nesses próximos dias, para, a partir daí, chegar a algo importante no clássico contra o Inter. Acredito sim em classificação.
Vaguinha
No Campeonato Brasileiro, do jeito que está, com o Inter brigando para não cair para a segunda divisão, ter um confronto com o maior rival na Copa do Brasil, em meio a jogos extremamente importantes para o Inter, não seria interessante. Acabou confirmando e vai gerar um estresse maior do que se o Inter fosse enfrentar nas quartas de final o Santos o Vasco, qualquer outro time que não o Palmeiras. Mas tem um lado positivo o sorteio do mando dos jogos, no meu entendimento, favoreceu ao Internacional. O primeiro jogo ser no Estádio Beira-Rio casa muito mais com a ideia de jogo do técnico Paulo Pezzolano. O Inter, assim como fez contra o Corinthians, tem a possibilidade de vencer o jogo e depois administrar a vantagem no jogo da volta na Arena. Esse aspecto eu entendi como positivo para o Internacional.
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