
O primeiro e único bicampeão olímpico no tênis masculino foi Andy Murray, o tenista que, mesmo na era do big three — Roger Federer, Rafael Nadal e Novak Djokovic —, conseguiu se destacar e marcou seu nome na história da modalidade.
Há exatos 10 anos, o escocês, que defendeu a bandeira britânica, venceu seu segundo ouro olímpico. Nos Jogos Rio 2016, Murray superou o argentino Juan Martín del Potro por 3 sets a 1, em uma partida que ultrapassou as quatro horas de duração.
Em Londres 2012, o tenista já havia feito história com o título conquistado sobre o suíço Roger Federer, na grama de Wimbledon. Essas duas medalhas, aliado a títulos que ocorreram em 2016, colocaram Murray em um big four do tênis para muitos fãs e analistas.
Na época do segundo ouro, o escocês era o número dois do mundo e havia ganhado Wimbledon antes dos Jogos. Ele terminou a carreira com três Grand Slams vencidos: Wimbledon 2013 e US Open 2012.
Murray alcançou a primeira posição no ranking três meses depois das Olimpíadas e fechou a temporada com quatro títulos em sequência: o ATP 500 de Viena, os Masters 1000 de Xangai e Paris, além do ATP Finals contra Djokovic.
O escocês passou 33 semanas de 2017 na primeira posição. Após cair nas quartas de final de Wimbledon, Murray se retirou da temporada para tratar uma lesão no quadril.
Os anos seguintes foram de queda no ranking — chegou a ficar fora do top 800 — e dificuldades por conta das lesões. Na reta final da carreira, entre 2022 e 2024, o tenista até voltou ao top 50, mas longe do auge que o fez ser considerado um dos grandes nomes do tênis dos últimos anos.
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