
A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) anunciou nesta sexta-feira (14) que irá adotar a partir da próxima edição da Superliga e em outras competições nacionais, a política do Comitê Olímpico Internacional (COI) sobre a elegibilidade de atletas para as competições da categoria feminina.
De acordo com a nota publicada, a CBV informou que passará a seguir "a partir de hoje – os critérios e fundamentos da Política de Proteção da Categoria Feminina do COI - publicada em março deste ano – que limita a elegibilidade nessa categoria exclusivamente às atletas do sexo biológico feminino".
Nas normas publicadas pelo COI, "essa verificação é feita por testagem e triagem do gene SRY – tendo como ressalvas apenas condições excepcionais previstas na política da entidade. Essa regra foi aprovada em setembro de 2025, incorporada pela Federação Internacional de Vôlei (FIVB) e já aplicada neste ano na Liga das Nações".
Segundo a CBV, "a norma já entra em vigor nas seguintes competições: Superliga A e B (temporada 26/27), Supercopa 2026, Copa Brasil 2027, Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia (CBVP) 2027 (adulto), CBVP Challenger 2027 e nas respectivas edições seguintes durante a vigência da política".
— Com a mudança dos parâmetros internacionais e da responsabilidade institucional, a CBV buscou manter o alinhamento entre as regras que regem as competições nacionais com as hoje vigentes para as competições internacionais. A decisão da CBV se adequa ao COI e deixa nossos campeonatos equiparados com as competições internacionais — afirmou o presidente da CBV, Radamés Lattari Filho.
Confira aqui a íntegra da política adotada pelo COI e seguida pela CBV.
Tifanny fora das quadras?
Com a adoção destas medidas, a ponteira Tifanny, 41 anos, que atualmente defende o Osasco (SP), será a mais afetada.
Primeira atleta trans a competir na Superliga feminina, ela ficará de fora das competições.
Posição do Osasco
Após a publicação da nota da CBV intitulada "política sobre a elegibilidade de atletas para as competições da categoria feminina no voleibol", o Osasco também divulgou uma nota e se disse surpreso, além de garantir que dará todo apoio à jogadora.
"O Osasco São Cristóvão Saúde informa que foi surpreendido hoje com a informação da nova Política de Elegibilidade para a Categoria Feminina, publicada nesta sexta-feira (14), pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV). Tal política foi elaborada sem qualquer participação ou opinião prévia do clube.
A decisão impacta diretamente a atleta Tifanny Abreu, que veste a camisa do clube desde 2021 e construiu uma trajetória marcante dentro e fora de quadra. Diante disso, o clube, junto com seu departamento jurídico, está avaliando a normativa publicada para definição dos próximos passos.
O clube reafirma seu integral apoio a Tifanny neste momento e reforça seu compromisso permanente com o respeito e a valorização de todas as pessoas que fazem parte da sua história".