
As semifinais de Wimbledon estão definidas. No feminino haverá uma campeã inédita, enquanto no masculino dois vencedores do Grand Slam inglês se enfrentarão por vaga na final.
Os confrontos das mulheres serão nesta quinta-feira (9). Karolina Muchová enfrenta Coco Gauff, às 9h30min. O outro duelo será entre Marta Kostyuk e Linda Nosková, que devem se enfrentar a partir das 10h40min.
— No feminino, também teremos duas grandes semifinais. A Gauff é única campeã de Grand Slam ainda viva na chave. Porém, a Muchová, que vem jogando muito bem na grama — opina Bruno Soares, ex-tenista e comentarista da ESPN.
— Na outra semifinal, o duelo reúne duas jogadoras que vivem grande fase. Kostyuk chega muito firme, embalada por uma temporada consistente e já com título de WTA 1000, enquanto Nosková faz uma excelente campanha na grama e também vem em clara evolução — complementa.
São duas tenistas tchecas na disputa, que almejam repetir os sucessos recentes de compatriotas na grama de Wimbledon. Markéta Vondrousová venceu em 2023, enquanto Barbora Krejcíková foi a campeão no ano seguinte.
Muchová e Nosková poderão se enfrentar na final. Entre as semifinalistas, apenas Gauff já foi campeã de Grand Slam — US Open 2023 e Roland Garros 2025.

Duelo de campeões e surpresa
No torneio masculino, as semifinais contam com confrontos bem distintos, que serão na sexta-feira (10). De um lado, sete títulos na grama para Novak Djokovic contra Jannik Sinner, atual campeão de Wimbledon e número um do mundo.
Este será o 12º confronto entre os tenistas. O italiano venceu seis, enquanto o sérvio ganhou cinco. Em 2025, também na semifinal, Sinner levou a melhor na grama, por 3 sets a 0.
— De um lado, o número 1 do mundo e atual campeão; do outro, o maior da história. A grande dúvida é como o corpo do Djokovic vai reagir depois da batalha de mais de cinco horas nas quartas de final. Ele voltou a apresentar um tênis próximo do seu melhor nível, mas o desgaste pode pesar — avalia Soares.
Na outra semifinal, Alexander Zverev, que ganhou recentemente seu primeiro Grand Slam, em Roland Garros, vai enfrentar a surpresa de Wimbledon em 2026.

— Depois de escapar de situações complicadas nas fases anteriores, fez uma atuação dominante nas quartas e venceu com autoridade, jogando como favorito diante de um adversário que vinha em grande fase. Do outro lado, Zverev chega correndo por fora. Sem tanto destaque fora das quadras, vem jogando um tênis de altíssimo nível e impressionou pela postura mais agressiva na vitória sobre Taylor Fritz. Se repetir esse desempenho, entra como favorito para chegar à final — afirma Soares.
Jogando em casa, Arthur Fery é a grande história da competição. Ele é o 114º colocado no ranking da ATP e herdou uma vaga de wild card.
O britânico se tornou o terceiro jogador com a classificação mais baixa desde 1985 a chegar às semifinais de simples masculino em Wimbledon, atrás apenas de Vladimir Voltchkov (237º), em 2000, e Ivanisevic (125º), em 2001.
Fery passou por Flavio Cobolli, atual vice-campeão de Roland Garros. Com o resultado, no momento ocupa a 36ª posição no ranking atualizado em tempo real.




