
Os dias festivos em Roland Garros, com muita interatividade com o público e direito a dancinhas (arriscou um moonwalk, do Michael Jackson, nas oitavas) chegou ao fim para Aryna Sabalenka nesta quarta-feira (3). A líder do ranking foi eliminada nas quartas de final com virada e pneu no set decisivo diante da russa Diana Shnaider e continua sem títulos no Grand Slam parisiense.
Sabalenka vinha empolgada em Roland Garros e era disparada a favorita após as quedas precoces da atual vencedora, a estadunidense Coco Gauff, a segundo do mundo, a cazaque Elena Rybakina, e a terceira, a polonesa Iga Świątek.
O jogo
E começou em alta diante de Schneider, vencendo o primeiro set por tranquilos 6 a 3.
Nesta parcial, a bielorrussa encaixou 19 winners (bolas vencedoras) contra apenas seis da russa, mesmo cometendo mais erros não forçados (19 a 14).
O domínio de Sabalenka continuou no começo do segundo set, quando ela abriu 4 a 1, com duas quebras, e parecia com a vitória nas mãos, chegando a sacar para o jogo em 5 a 3.
Após ser quebrada, a número 1 do mundo não conseguiu mais jogar. Shnaider, de 22 anos e pela primeira vez nas quartas de Grand Slam, começou a acertar tudo e emendou quatro games seguidos, para virar a o set para 7 a 5, espantando o público que lotava a quadra Philippe-Chatrier.
Até então soberana, Sabalenka perdeu o controle emocional e técnico e acumulou erros - foram 57 na partida contra 27 de Shnaider. Por consequência deste desequilíbrio, acabou sofrendo um "pneu" (6 a 0) no set decisivo.
— Honestamente, estou sem palavras, estou superfeliz. Obviamente, hoje as condições estavam um pouco difíceis com o vento. Primeira vez jogando contra Aryna (Sabalenka), super nervosa, jogando as quartas de final pela primeira vez — disse a vice-campeã olímpica de duplas em Paris-2024.
Shnaider, que se tornou a quarta jogadora a ganhar um terceiro set de uma número 1 do mundo por 6/0, desde o início do ranqueamento em 1975, disse que demorou para se adpatar ao jogo.
— No primeiro set, estava apenas tentando me ajustar ao jogo dela. Depois às condições e ao vento, tentando descobrir como jogar, sem pensar no placar. Eu pensei, tudo bem, são condições difíceis. Ela é a número 1 do mundo. Então, vou apenas tentar dar o meu melhor até o fim e ver no que dá. Eu lutei por cada ponto, tentei correr por cada bola e colocá-la um pouco mais dentro da quadra. Definitivamente, é uma vitória superespecial.

Antes da russa, as outras três jogadoras que aplicaram um "pneu" (6/0) sobre a número 1 do mundo em um Grand Slam foram a alemã Steffi Graf sobre a espanhola Arantxa Sánchez-Vicario, na final de Roland Garros em 1995; a estadunidense Serena Williams diante da compatriota Lindsay Davenport, na decisão do Australian Open de 2005; e a russa Maria Sharapova contra a francesa Amélie Mauresmo, nas semifinais do US Open de 2006.
Foi somente a segunda vitória de Diana Shnaider diante de uma top-10 em 16 compromissos. Atrás somente da compatriota Mirra Andreeva, de 19 anos, ela é a segunda tenista mais jovem a chegar em uma semifinal de Grand Slam.
Polonesa no caminho

Quando o torneio iniciou todos imaginavam a polonesa Iga Świątek, como uma das prováveis semifinalistas. Porém, sua compatriota Maja Chwalińska sequer figurava em algum prognóstico, até pelo fato de estar no qualifying.
Mas a número 114 do ranking mundial surpreendeu a todos e foi deixando jogadoras mais experientes pelo caminho e está nas semifinais.
Nesta quarta, Chwalińska venceu a russa Anna Kalinskaya por 7/6 (7-3) e 6/3 e agora vai fazer uma improvável semifinal contra Diana Shnaider.
A vitória das quartas de final fez a polonesa igualar outras cinco tenistas que saíram do qualifying para as semifinais de um Grand Slam. As outras foram a australiana Christine Matison no Australian Open de 1978; a a estadunidense Alexandra Stevenson em Wimbledon em 1999; a argentina Nadia Podoroska em Roland Garros em 2020; a britânica Emma Raducanu no US Open de 2021 e a ucraniana Dayana Yastremska no Australian Open de 2024.




