
O técnico Carlo Ancelotti ensaiou mudanças na Seleção Brasileira visando ao amistoso contra o Egito, no sábado, em Cleveland. A principal delas é a entrada de Lucas Paquetá se somando aos volantes com o time passando a ter um terceiro meio-campista de origem na equipe.
O sistema tático inicial não deve ser alterado. Entenda o que o time pode ter de diferente com mais um jogador do setor do meio-campo.
Como foi contra o Panamá
No amistoso que marcou a despedida do território brasileiro diante do Panamá, no Maracanã, Carlo Ancelotti escalou o Brasil tendo quatro atacantes de origem para começar. O sistema tático, como dito pelo próprio treinador, não foi um 4-2-4, mas sim um 4-4-2 com dois homens voltando pelos lados para fechar uma segunda linha de quatro.
Luiz Henrique fez o papel pelo lado direito a na esquerda a surpresa foi com Matheus Cunha fechando aquele setor deixando Vini Jr. e Raphinha adiantados.

Com a bola, porém, o Brasil mostrou-se um time bastante vertical. A principal ideia era marcar o Panamá, recuperar a bola e definir rápido as jogadas. Não por acaso a Seleção Brasileira terminou o primeiro tempo tendo menos a posse de bola do que os panamenhos, 48% a 52%.
Segundo tempo
Ancelotti fez dez trocas no intervalo com o zagueiro Léo Pereira sendo o único a voltar para a etapa final. A entrada de Paquetá junto a Danilo e Fabinho deu ao Brasil uma característica diferente. O jogador do Flamengo foi o responsável por fechar o lado esquerdo sem bola, função que foi do centroavante Matheus Cunha no primeiro tempo. Sem bola, a formação se manteve no 4-4-2 do primeiro tempo.

A diferença com bola
Diferente Matheus Cunha que se juntava aos homens de frente com um quarto atacante quando o Brasil tinha a bola, Lucas Paquetá se aproximava por dentro com Danilo e Fabinho para o Brasil passar a ter um trio no meio-campo. Já sem Vini Jr. e Raphinha e com Igor Thiago formando a dupla de ataque com Endrick, o lateral-esquerdo Douglas Santos era o responsável por dar a amplitude pelo lado esquerdo nos momentos de ataque.

A formação do segundo tempo deu maior controle ao Brasil, que construiu a goleada de 6 a 2. O controle apareceu nos números com a Seleção ampliando sua posse doss 48% do primeiro tempo para 61% na etapa final.
Além da entrada de Paquetá, o técnico Carlo Ancelotti ensaiou outras quatro mudanças na equipe no treino da quarta-feira. Marquinhos e Gabriel Magalhães, que disputaram a final da Champions League no último sábado, entraram na zaga, Douglas Santos apareceu na lateral-esquerda enquanto Igor Thiago ganhou um lugar no ataque. o time teve: Alisson; Wesley, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro e Bruno Guimarães; Lucas Paquetá, Raphinha, Igor Thiago e Vini Jr.
A Seleção ainda treinará nesta quinta e na sexta antes do amistoso contra o Egito. Mas tudo indica que Ancelotti mandará a campo uma equipe tendo três meio-campistas de origem e não mais apenas dois.



