
A Maratona do Rio apostou, desde o início, nas sensações. E isso atingiu seu ápice na prova principal, com os 42 quilômetros realizados na manhã deste domingo (7), com largada na Praia da Reserva, encerrando os eventos do feriadão em solo carioca.
Nem a temperatura considerada fria para o Rio de Janeiro desanimou os atletas. Antes do amanhecer, os termômetros marcavam 18 graus. Mas a sensação térmica, com a brisa gelada soprando do mar na Praia da Reserva, certamente indicava menos.
Cerca de meia hora antes da prova, shows de drones animaram a largada. Já após a saída da elite, mais um espetáculo visual em um céu ainda escuro.
Essa busca pelas sensações foi constante ao longo de todo o evento. Desde o primeiro dia, a aposta foi no formato de festival, com eventos acontecendo ao longo de toda a Marina da Glória.
Shows, atividades com mascote, ativações de marcas parceiras foram realizados ao longo de todo o fim de semana.

O prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, também compareceu a largada. Ele desejou boa sorte aos atletas, cerca de 15 minutos antes do início da prova.
Nas ruas, domínio dos etíopes. Nos dois naipes, vitórias do país africano. No masculino, Tsegaye Getachew levou a melhor. Já no feminino, quem ficou com a prova foi Mulu Demissie, com 2h25min47s (recorde de eventos de maratona no Brasil).
Impacto na economia
Ao longo dos quatro dias de prova, desde a largada dos 5km na quinta-feira (4), até a prova principal, no domingo, quase 70 mil atletas passaram pelo evento. O impacto na economia da cidade, de acordo com a organização da prova, chega a R$ 800 milhões.

Destes, 75% vêm de fora do Rio de Janeiro, sendo mais de 4 mil estrangeiros. A Maratona do Rio sonha com o status de Major, a elite das provas desse calibre no mundo.
"Maior e melhor edição da história"
Ainda com os últimos atletas cruzando a linha de chegada dos 42 quilômetros na Marina da Glória, o balanço da organização já era de sucesso do evento.
De acordo com Duda Magalhães, presidente da Dream Factory, uma das organizadoras do evento junto da Spiridon, o resultado do feriado consolida a Maratona do Rio como uma das grandes provas na América Latina:
— Sem dúvida, esta foi a maior e melhor edição da história da Maratona do Rio. Ver quase 70 mil corredores nas ruas, uma operação funcionando com excelência e a cidade abraçando o evento é algo muito emocionante para todos nós — avaliou.
Agora, o objetivo é seguir evoluindo a prova para colocar o evento em outro patamar:
— Vamos seguir olhando para frente, com a ambição de continuar crescendo e se posicionar entre os grandes eventos de corrida do mundo.



