
A Maratona de Porto Alegre sempre foi reconhecida como uma das mais rápidas do país. Para a sua 41ª edição, neste final de semana, a prova fica ainda mais veloz, contribuindo para que os corredores alcancem as suas melhores marcas.
Para atender um pedido dos atletas (profissionais e amadores), a organização da prova alterou o trajeto da prova. O trecho da Zona Sul será diminuído e a maratona passará duas vezes pelo centro, na ida e na volta, incluindo mais uma vez a passagem pelo Mercado Público.
O novo percurso será mais plano e rápido, com altimetria acumulada de 14m, a menor do Brasil.
— A cada ano estamos qualificando ainda mais a prova e, em 2026, elevamos o nível técnico com esse novo percurso, com altimetria ainda menor em relação aos anos anteriores, além de outras novidades. A maratona se consolida como um percurso rápido e que oferece melhores condições para recordes pessoais e índices — explica Paulo Silva, presidente do Clube de Corredores de Porto Alegre (CORPA).
Os 42,195 km foram reformulados para privilegiar maior quilometragem no Centro de Porto Alegre e na Orla do Guaíba.
— A gente sempre ouvia que o percurso era rápido, mas que poderia sair da Zona Sul e tirar aquela pequena elevação que existia na região. Por isso, contemplamos o que todos estavam pedindo. A prova vai ficar mais rápida e continuará linda de correr, passando pelo Guaíba, pela Rota do Papa, pelo Mercado Público e pelo Beira-Rio — salienta Paulinho Stone, diretor técnico da Maratona Int. de Porto Alegre.
A mudança pode ajudar os corredores dessa edição para baterem os dois recordes da prova.
A marca no masculino já dura mais de 30 anos. Em 1994, Luís Carlos da Silva, o Atalaia, venceu a prova com o tempo de 2h12m59s. Já o recorde no feminino é da queniana Ednah Mukhwana, que em 2013 completou a prova em 2h32m41s.
No ano passado, o vencedor do masculino ficou dois minutos acima do recorde. Wendell de Souza conquistou o ouro, com 2h15min47s. No feminino, o bicampeonato de Vivian Kiplagati veio com tempo de 2h37min15s.


