
A seleção brasileira de judô encerrou o Grand Slam de Astana, no Cazaquistão, com mais três atletas conquistando medalhas. Neste domingo (10), Guilherme Schimidt e Leonardo Gonçalves, da Sogipa (RS), e Beatriz Freitas, do Pinheiros (SP) garantiram uma prata e dois bronzes.
Semifinal brasileira no médio
O peso médio masculino (até 90 kg), que promete uma grande disputa interna teve uma mostra do que será o ciclo até Los Angeles-2028. Rafael Macedo e Guilherme Schmidt se enfrentaram em uma das semifinais.
Número 8 do ranking mundial, Macedo estreou na segunda rodada e venceu o húngaro Gergely Nerpel, com apenas 48 segundos, pontuando de ippon. Da mesma forma, mas em um minuto e 24 segundos, ele bateu o francês Aleksa Mitrovic, nas quartas de final.
Em sua primeira temporada na categoria, após subir de peso, Schimidt é o 32º do mundo e também estreou na segunda fase, quando em um minuto e 38 segundo conseguiu um ippon para eliminar o holandês Tigo Renes. Nas quartas, ele superou o cazaque Aidar Arapov com um yuko.
A semifinal era muito aguardada, após a luta acirrada que eles protagonizaram na Seletiva Nacional, em abril, em São Paulo, que foi vencida por Macedo.

Em Astana, Guilherme Schmidt levou a melhor ao forçar três punições (shidôs) contra uma de Rafael Macedo e vencer a luta em dois minutos e 34 segundos.
Na disputa do ouro, Schmidt perdeu para o sérvio Boris Rutovic, que pontuou com um yuko.
Já Rafael Macedo foi para a disputa do bronze e, com um yuko, foi derrotado por Mihail Latisev, da Moldávia.
Leonardo Gonçalves perde na semifinal, mas se recupera na disputa do bronze

Quarto colocado do ranking da categoria meio-pesado (até 100 kg), Leonardo Gonçalves estreou com vitória, nas punições, sobre Muhsin Malaev, do Tajiquistão.
Em sua segunda luta, o judoca da Sogipa bateu o local Askar Birzahnov, com um yuko, e garantiu um lugar na semifinal, quando perdeu para Vadim Ghimbovschi, da Moldávia, com um yuko.
Derrotado, Leonardo foi para a disputa do bronze e venceu o holandês Catharina Simeon, no golden score.
Ainda no -100kg, mais cedo Giovani Ferreira (Pinheiros) se despediu da competição na primeira luta, contra o cazaque Askar Birzhanov.
Beatriz Freitas repete resultado de 2025

O meio-pesado (até 78 kg) foi dominado por Mayra Aguiar por mais de uma década. Após a aposentadoria da gaúcha, a seleção ainda busca uma titular e em Astana, Beatriz Freitas (Pinheiros) e Karol Gimenes (Flamengo) seguiram na disputa.
Beatriz teve melhor resultado. Número 15 do mundo, ela começou derrotando a cazaque Saltanat Akhmetova, com um ippon em 78 segundos.
Na segunda luta, sofreu dois yukos e dois waza-aris da francesa Liz Ngelebeya e foi para a repescagem, onde bateu a russa Aleksandra Babintseva, por waza-ari e se habilitou a disputar a medalha de bronze.
O pódio de Beatriz Freitas foi garantido com dois waza-aris, que encerraram o combate contra a canadense Coralie Godbout, a 52 segundos do final.
Esta foi sua segunda medalha no circuito, repetindo o resultado da temporada de 2025.
Karol Gimenes é a 22ª do ranking e caiu na estreia, diante da cazaque Ekaterina Tokareva.
Thauana Silva e Giovanna Santos param na repescagem
Na categoria pesado (+78kg), Thauana Silva (Paulistano) e Giovanna Santos (Flamengo) chegaram até a repescagem.
Thauana venceu a cazaque Nazgul Maratova e logo a seguir parou na russa Elis Startseva. Na repescagem, nova derrota, desta vez para a italiana Tiziana Marini.
Giovanna venceu a uzbeque Durdona Nizzomadinova e depois perdeu para a cazaque Kamila Berlikash e para a italiana Erica Simonetti, se despedindo na repescagem.

