
O Brasil encerrou o segundo dia de disputas do Grand Slam de Judô, em Astana, no Cazaquistão, com um total de quatro medalhas de bronze.
Neste sábado (9), Rafaela Silva, Nauana Silva e David Lima garantiram um lugar no pódio, assim como Sarah Souza, havia feito na abertura do evento que soma pontos para o ranking mundial.
Um dos cinco atletas da Sogipa (RS) na delegação brasileira, David Lima fez grande campanha e assegurou a segunda medalha da carreira em um evento do circuito da Federação Internacional de Judô (IJF).
— É muito bom se manter consistente, tanto fora do Brasil quanto dentro. Essa medalha é muito importante para mim. Desde o Troféu Brasil, estou em todos os pódios, menos no Grand Slam de Paris, mas estou muito feliz. Às vésperas do início da classificação olímpica, uma medalha é sempre bom, e eu só tenho que agradecer a todo mundo — disse David.
Campanha

Para garantir o bronze em Astana, o meio-médio (até 81 kg) venceu suas duas primeiras lutas por yuko, diante do iraniano Elyas Parhizgar e do canadense François Gauthier Drapeau, que é o número 6 do mundo.
Nas quartas de final, o sogipano acabou superado pelo ucraniano Vladyslav Kolobov, que conseguiu um ippon, e foi para a repescagem.
Contra o francês Alpha Oumar Djalo, 40º do mundo, David Lima conseguiu um yuko no golden score e se habilitou a disputar o bronze, diante do local Doskhan Zholzhaxynov, que foi superado com mais um yuko.
David Lima é atualmente o 79º do ranking e não subia no pódio de uma competição da IJF desde o Grand Slam de Brasília, em 2019, quando foi prata na categoria leve (até 73 kg).
Rafaela Silva bate ex-campeã mundial e leva bronze

A primeira medalha brasileira no sábado veio com a experiente Rafaela Silva, na categoria meio-médio (até 63 kg).
Esta foi a sétima medalha da judoca do Instituto Reação (RJ), após subir de peso. Na carreira, ela acumula 69 pódios em competições internacionais, sendo 22 em Grand Slam.
— Estou me adaptando bem nessa categoria. Ainda não estou 100% familiarizada, têm muitas atletas que eu nunca segurei no quimono, nunca treinei e nunca competi. Mas estou me sentindo bem, estou acreditando no meu trabalho, no meu processo. Estou junto da minha equipe, que se dedica ao máximo para que eu possa continuar me desempenhando da melhor maneira possível aqui nas competições — comentou a campeã olímpica no Rio 2016.
Terceira do mundo, Rafaela iniciou com vitória sobre a russa Kseniia Galitskaia, superada por yuko. Logo depois, um ippon para derrubar a alemã Sara-Joy Bauer e garantir vaga na semifinal.
A brasileira de 34 anos foi superada pela mongol Enkhriilen Lkhagvatogoogiin, que também subiu de peso neste ciclo olímpico, e sem chances de brigar pelo ouro foi para o bronze, contra a campeão mundial de 2024 e vice-líder do ranking, a holandesa Joanne van Lieshout, que terminou batida com dois yukos.
Nauana Silva conquista primeiro pódio em nova categoria

Uma das apostas do Brasil é Nauana Silva, do Pinheiros (SP). A judoca de 23 anos atualmente é a número 55 do mundo na categoria médio e busca preencher um lugar vago na seleção desde a aposentadoria da gaúcha Maria Portela em 2023.
Em sua primeira competição no circuito, após a troca dos 63 kg para os 70 kg, Nauana venceu a eslovena Nika Koren, por ippon, mas logo depois caiu para a italiana Giorgia Stangherlin, nona do ranking, após sofrer sua terceira punição (shidô) e ser eliminada a seis segundos do final.
Na repescagem, ela venceu a alemã Giovanna Scoccimarro (37ª), com um yuko, e garantiu um lugar na decisão do bronze, contra a polonesa Aleksandra Kowalewska, 19ª do mundo, que foi superada com novo yuko.
— Eu estou muito feliz com o meu desempenho. Consegui fazer muito bem as estratégias que eu combinei com a Sensei. É a minha segunda medalha na minha nova categoria, a primeira no Circuito Mundial. Foi muito importante essa medalha, porque foi bem na véspera da abertura do ranking olímpico, e eu estou muito feliz, motivada e pronta para a próxima— comemorou.
Sarah Souza e seu primeiro pódio

Na sexta-feira, Sarah Souza garantiu o bronze na categoria leve (57 kg). Aos 22 anos, a atleta do Pinheiros (SP) conquistou seu primeiro pódio no circuito.
Para garantir o pódio, ela superou a uruguaia Maya Leopold e a também brasileira Jéssica Lima (Sogipa), ambas por waza-ari, mas perdeu a semifinal contra a francesa Faiza Mokdar, que conseguiu um ippon.
O bronze veio com um waza-ari sobre a italiana Veronica Toniolo.
Jéssica Lima também chegou à disputa do bronze, mas foi batida pela holandesa Shannon Van de Meeberg.
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