
O apresentador Tadeu Schmidt se manifestou após a morte do irmão, o jogador de basquete Oscar Schmidt, que faleceu nesta sexta-feira (17). Nas redes sociais, Tadeu compartilhou uma sequência de fotos dos dois.
"Meu maior ídolo!
Minha maior referência!
Maior exemplo de dedicação e amor à profissão!
Que história incrível você escreveu, meu irmão!
Descanse em paz.", escreveu o jornalista.
Oscar Schmidt, considerado o maior jogador e cestinha da história do basquete brasileiro, teve um mal-estar e foi internado no Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA), em Santana do Parnaíba, interior paulista. Ele estava com 68 anos.
Em 2011, Oscar descobriu um câncer no cérebro, mas depois de uma década anunciou que estava curado após cirurgias e sessões de quimioterapia. O comunicado da Equipe 14 Eventos destacou o enfrentamento da doença pelo craque: "Ao longo de mais de 15 anos, Oscar enfrentou com coragem, dignidade e resiliência a sua batalha contra um tumor cerebral, mantendo-se como exemplo de determinação, generosidade e amor à vida".
Segundo informado pela Equipe 14 Eventos, "a despedida se dará de forma reservada, restrita aos familiares, em respeito ao desejo da família por um momento íntimo de recolhimento".
Trajetória de Oscar
O "Mão Santa", como ficou conhecido, anotou os 49.737 pontos em 1.615 partidas, com média de 30,7 pontos por jogo. Pela seleção brasileira, Oscar fez 7.963 pontos e teve como principal título o Pan-Americano de 1987 contra os Estados Unidos.
Era 1984 e um dos drafts mais aguardados da badalada liga de basquete norte-americana teve início. Na relação de "amadores", universitários e atletas que atuavam em equipes profissionais fora da NBA, estavam Jordan, Charles Barkley, John Stockton (três futuros integrantes do Dream Team, a equipe de basquete dos Estados Unidos, campeã olímpica nos Jogos de Barcelona), Hakeem Olajuwon e, ele, Oscar.
O brasileiro foi escolhido pelo New Jersey Nets. Enfim, estaria no Olimpo do basquete. Mas, o potiguar de Natal, dono de 2,05m de altura e então com 26 anos, desistiu do contrato nos Estados Unidos. Para muitos, poderia ser um motivo simplório. Para Oscar, era parte da sua vida. O ala não quis jogar no Nets porque, como profissional, ele perderia a condição de jogador da seleção brasileira, e não poderia ir mais aos Jogos Olímpicos (foi a cinco: 1980, 1984, 1988, 1992 e 1996).
