O futebol italiano foi impactado nesta terça-feira (21) com uma investigação da promotoria de Milão sobre uma empresa suspeita de vender pacotes de festas com prostituição e óxido nitroso, conhecido como gás do riso.
Conforme publicado pelo jornal "Gazzetta dello Sport", cerca de 50 jogadores da primeira divisão italiana estão envolvidos, incluindo atletas da Inter de Milão e do Milan.
A organização, que contava com festas em hotéis e casas de luxo, na Itália e em Mykonos, na Grécia, era administrada por dois principais suspeitos, que eram casados: Emanuele Buttini e Deborah Ronchi. Ambos estão em prisão domiciliar, assim como outros dois asssociados.
Eles são investigados por organização de serviços sexuais e lavagem de dinheiro proveniente dessa atividade. Ainda que a prostituição não seja crime em território italiano quando feita de maneira voluntária, a lei prevê que a organização e exploração de terceiros é ilegal. De acordo com as investigações, o grupo criminoso movimentou cerca de R$ 7 milhões (1,2 milhões de euros).
A ligação do esquema com os jogadores foi percebida em virtude de muitos seguirem o perfil da agência no Instagram. A investigação também aponta a transferência de dinheiro entre os investigados e a participação de celebridades, empresários e pilotos de Fórmula 1.
As mulheres, de inúmeras nacionalidades, seriam forçadas à morar em Milão, pagando sua estadia na cidade italiana. O valor ganho era dividido em 50% com Buttini e Ronchi.
Além disso, os documentos também apontaram que era feito o uso de óxido nitroso nas festas (conhecido como gás do riso). A substância produz euforia sem deixar vestígios no organismo — o que impediria de ser apontada em possível exame antidoping.
