
A sexta-feira foi de luto no basquete e no esporte brasileiro e mundial. Aos 68 anos, Oscar Schmidt morreu após ter um mal-estar e ser internado em Santana do Parnaíba, interior paulista. Em nota divulgada em seu site, o Comitê Olímpico do Brasil (COB) se manifestou e lamentou a morte de Oscar.
— Mais do que resultados e medalhas, Oscar representou valores que definem o espírito olímpico: dedicação, superação, respeito ao adversário. Seu legado permanece vivo nas quadras e corações que tocou ao longo de sua trajetória. Que sua memória siga motivando novas gerações a sonhar alto e competir com honra — disse Marco Antonio La Porta, presidente do COB.
Um dos maiores jogadores da modalidade no mundo, o "Mão Santa", como ficou conhecido, anotou os 49.737 pontos em 1.615 partidas, com média de 30,7 pontos por jogo. Pela seleção brasileira, Oscar fez 7.963 pontos e teve como principal título o Pan-Americano de 1987 contra os Estados Unidos.
Ícone do esporte internacional, integra o Hall da Fama da FIBA e, de forma inédita, também o Hall da Fama da NBA, mesmo sem nunca ter atuado na liga. Na semana passada, a lenda do basquete brasileiro ingressou no Hall da Fama do COB, mas não pôde comparecer ao evento e foi representado por seu filho, Felipe Schmidt.
Antes, em 2019, foi homenageado pelo COB com o Troféu Adhemar Ferreira da Silva, por sua dedicação incansável ao aperfeiçoamento dos fundamentos, a eficiência técnica e física e o espírito coletivo, durante o Prêmio Brasil Olímpico.




