
Depois de oito títulos de Construtores seguidos entre 2013 e 2020, sendo sete do Mundial de Pilotos com o inglês Lewis Hamilton, a Mercedes viveu tempos difíceis na Fórmula 1, com a Red Bull ganhando quatro vezes com Max Verstappen e com a McLaren desencantando no ano passado com Lando Norris. Largar com dobradinha no GP da Austrália deixou Toto Wolff empolgado com o "retorno" da escuderia ao topo a ponto de já falar em brigar pelo título de 2026.
O diretor executivo da escuderia não conseguiu segurar a euforia após ver George Russell cruzar na frente em Melbourne, seguido pelo companheiro Kimi Antonelli. Depois de muito tempo, a Mercedes não apenas ganha uma corrida, como celebra uma dobradinha (não vinha desde Las Vegas em 2024).
— A Mercedes está de volta. Há muita satisfação que sinto na equipe neste momento. Tivemos uma sequência de vitórias com esses oito campeonatos e depois anos muito difíceis. Ainda vencemos corridas e terminamos em segundo no campeonato, mas uma sólida primeira e segunda posições, que dão a sensação de uma temporada à frente, significam que você pode lutar pelo Campeonato Mundial — disse um entusiasmado Wolff.
Russell foi o melhor no terceiro treino livre somente no último minuto, mas dominou o classificatório e o GP da Austrália, após boa batalha com Charles Leclerc nas primeiras voltas. A Ferrari, por sinal, é a principal ameaça à Mercedes nesta largada de temporada, na visão do dirigente - terminou em terceiro com o monegasco e em quarto com Lewis Hamilton.
— Eles fizeram largadas muito melhores na primeira volta e pareceram fortes no primeiro stint, mas optaram por uma estratégia de pneus alternativa, o que limitou suas chances de continuar desafiando a Mercedes pela vitória— avaliou Wolff.
— Mas, quando se trata da Ferrari... Antes da corrida as pessoas diziam: 'Vocês vão sumir na distância', analisando nossos treinos de corrida longos. Não foi assim. Sabíamos que eles eram fortes nas largadas e foi exatamente o que aconteceu. Foi uma verdadeira batalha entre Charles e George no início — continuou o dirigente.
Sem tempo para descansar, as equipes já voltam a ação neste fim de semana, com o GP da China, em Xangai. E a Mercedes espera consolidar o bom começo, apesar de ter um pouco de trabalho com as baterias, sobretudo de Antonelli.
— Vamos ver como isso se desenrola em Xangai, mas acima de tudo, é motivo de satisfação, até certo ponto, que a Mercedes esteja de volta — projetou.



