
O Brasil garantiu mais duas medalhas no Grand Prix da Áustria de Judô. Neste sábado (7), Rafaela Silva foi ouro no peso meio-médio (até 63kg) feminino e Daniel Cargnin levou um bronze na categoria leve (até 73 kg) masculina.
Esses dois pódios se somam a prata de Ronald Lima, no meio-leve masculino (até 66g) e ao bronze de Gabriela Conceição, no meio-leve feminino (até 52kg).
Campanha de Rafaela Silva

Para garantir seu segundo título da temporada, após vencer o Grand Slam de Paris, Rafaela Silva subiu no degrau mais alto do pódio em Linz, com quatro vitórias.
Na estreia, a campeã olímpica do leve (até 57kg) em 2016 e bronze por equipes em Paris-2024, superou a italiana Raffaella Leila, por ippon, e a búlgara Yoana Manova, nas quartas de final.

Em busca de vaga na decisão, Rafaela bateu a espanhola Laura Vázquez Fernández, com novo ippon.
O ouro veio com um waza-ari sobre a kosovar Laura Fazliu, bronze nos Jogos Olímpicos de 2024 e nas duas últimas edições do Mundial.
A terceira colocação foi dividida pelas israelenses Kerem Primo e Gili Sharir.
Cargnin garante pódio em duelo brasileiro

A quarta medalha do Brasil na Áustria chegou com o gaúcho Daniel Cargnin, da Sogipa.
Medalhista olímpico de bronze nos 66kg, em Tóquio-2020, e por equipes em Paris-2024, Cargnin é o atual vice-campeão mundial do peso leve.
Em Linz, ele era o cabeça de chave número 1 e começou vencendo o local Alexander Kaserer por yuko.
Nas oitavas de final, Cargnin venceu o japonês Ryusei Arakawa, com um ippon aos dois minutos e 21 segundos de luta.
Já nas quartas, o gaúcho superou o cipriota Kyprianos Andreou, após marcar um waza-ari. Mas na semifinal, ele acabou superado pelo britânico Ethan Nairne, que ainda não havia conquistado pódios no circuito.
Com a derrota, Daniel Cargnin disputou o bronze com o paranaense Guilherme de Oliveira. Com um waza-ari, o gaúcho impôs sua maior experiência e assegurou a medalha em sua estreia na temporada.
A campanha de Guilherme de Oliveira

Judoca do Paineiras do Morumby (SP), Guilherme de Oliveira fez excelente campanha.
Bronze por equipes, na Universíade de 2025, ele estreou vencendo o esloveno Martin Hojak, por ippon
Na segunda luta, com um waza-ari, Guilherme superou Daniel Szegedi, da Hungria.
Com 68 segundos, o brasileiro conseguiu um ippon sobre o alemão Luc Meyer, nas oitavas de final.
A campanha do paranaense parou no estadunidense Jack Yonezuka, que conseguiu um ippon para vencer o confronto de quartas de final.
Derrotado, ele foi para a repescagem e com dois yuko bateu o espanhol Anton Shuhalieiev, ganhando o direito de lutar pelo bronze.
O ouro da categoria ficou com o britânico Ethan Nairne, que venceu a final diante do turco Bilal Çiloglu. O outro bronze foi do estadunidense Yonezuka.
Demais brasileiros
No médio (até 70kg) feminino, Kaillany Cardoso caiu na estreia para a francesa Teophila Darbes-Takam.
Já no meio-médio (até 81kg) masculino, Gabriel Falcão e Kauan dos Santos também perderam na estreia, para o cazaque Adile Almat e o espanhol José María Mendiola.


