
Os gaúchos Vitória Machado e André Barbieri terminaram no top 15 nas provas de Para Snowboard - Banked Slalom nesta sexta-feira (13), em Cortina D’Ampezzo, nos Jogos Paralímpicos de Inverno.
Primeira mulher do país a competir na modalidade em Paralimpíadas, Vitória terminou na 12ª posição. André, por outro lado, se recuperou de um susto logo no início da competição e fechou em 14º lugar.
No Para Biathlon, três brasileiros também competiram em Tesero nas provas de perseguição. Elena Sena teve a melhor colocação, com o 12º lugar. Guilherme Rocha, na 15ª colocação, e Robelson Lula, na 21ª, também completaram a disputa.
Como foram as provas

No Banked Slalom, cada atleta faz duas descidas - o melhor tempo é o que vale para a classificação. Na primeira, Vitória anotou 1min02seg99, ficando em 13º lugar. A jovem gaúcha, de 20 anos, melhorou na sequência e, com o tempo de 1min16seg42, fechou a competição na 12ª colocação na classe LL2 (comprometimentos em membros inferiores).
— É um orgulho muito grande, uma conquista que foi buscada durante muitos anos. São quatro anos já. Eu tenho um orgulho imenso de representar o Brasil, de ser uma atleta paralímpica também. Isso realmente vai ficar guardado para sempre na minha memória e no meu coração— disse a porto-alegrense que nasceu com Neurofibromatose tipo 1 (NF1),
A medalha de ouro foi para a estadunidense Kate Delson, com 1min02seg99. Lisa Bunschoten-Vos, da Holanda, com 1min03seg53, e Brenna Huckaby, também dos Estados Unidos, com 1min03seg98, completaram o pódio.
André supera concussão para disputar os Jogos

André Barbieri também marcou seu nome nos Jogos nesta sexta-feira. O brasileiro havia passado por um susto em um treino ainda no início da competição. Após uma queda, ele sofreu uma concussão e ficou fora da prova de Snowboard Cross. Após uma avaliação ao longo da semana, foi liberado pelos médicos para competir nesta sexta.
E fez bonito. Na primeira descida, André marcou 1min16seg31, com o 15º tempo geral. Na segunda, também melhorou sua marca e ganhou uma posição, terminando em 14º lugar na classe LL1 (para pessoas com amputações de perna acima do joelho ou com comprometimento físico-motor similar), com 1min11seg86. Ainda assim, o atleta nascido em Lajeado acredita que poderia ter ido ainda melhor.
— Foi boa (prova). Eu não tive a minha melhor performance. Olhando os vídeos das minhas descidas, quase me doía. Porque sei que consigo fazer muito melhor. Mas eu tentei fazer o meu melhor. Eu deixei tudo na pista. Eu não estava 100%, mas, na hora de descer, deixei tudo para trás. O importante é que eu estava aí, consegui competir. Quase não consegui. Então, só o fato de poder descer foi uma bênção. Estou feliz. Mesmo não sendo um pódio, um Top 10 que eu almejava. Importante é que eu estava aí representando a CBDN, o CPB, o meu país, minha família, minhas crianças. Todo mundo. É uma honra para mim—disse André.
Noah Elliot, dos Estados Unidos, conquistou a medalha de ouro, com 58seg94. Ouguri Daichi, do Japão, com 59seg02, e Mike Schultz, também dos Estados Unidos, com 1min00seg05, completaram o pódio.
Elena Sena é finalista no Para Biathlon

Elena Sena alcançou uma vaga na final do Para Biathlon Sprint Pursuit Sitting (Perseguição Sentada) e foi a melhor brasileira do dia. Com 17min42seg2, fechou na 12ª colocação na disputa por medalhas.
— Estou muito contente. Como prometido anteriormente, acertei todos os tiros e passei para a final. Acho que essa é a Elena que eu quis mostrar desde a primeira prova. A que vai até o final, que não desiste. Que mesmo saindo por última, quase quatro minutos depois do pessoal, ainda busquei, tentei alcançar. Fiz o máximo possível em todas as voltas. Estou muito contente com a minha prova, por ter sido finalista — disse Elena.
O ouro ficou com a estadunidense Kendall Gretsch, seguida pela sul-coreana Kim Yunji, prata, e pela alemã Anja Wicker, bronze
Na prova masculina, dois brasileiros também disputaram a final. Guilherme Rocha ficou na 15ª colocação, com 12min55seg9, enquanto Robelson Lula terminou na 21ª, com 13min56seg6.

— Infelizmente não é o resultado que a gente busca ainda, a gente pode melhorar muito, mas foi a primeira de muitas. Com certeza, vamos voltar, treinar muito e voltar mais forte. A gente está evoluindo aos poucos. Hoje eu estava mais confiante, já fiz várias provas, o corpo está tranquilo, bem preparado, confiante nas curvas, nas descidas, no equipamento. Isso faz com que o resultado seja melhor— avaliou Guilherme Rocha.
O campeão foi o cazaque Yerbol Khamitov (9min39seg0), seguido pelo ucraniano Taras Rad, prata com 10min00seg5, e pelo chinês Liuz Zixu, bronze com 10min18seg3.

