
O Flamengo anunciou a demissão de Filipe Luís logo após a goleada por 8 a 0 sobre o Madureira, resultado que garantiu vaga na final do Campeonato Carioca. A decisão surpreendeu pelo timing, minutos depois da entrevista coletiva do treinador, mas não pelo contexto.
Pressionado por derrotas recentes e pelo desempenho irregular no início de 2026, o técnico se tornou o 11º nome a deixar o cargo nos últimos seis anos.
Desde 2019, quando iniciou o ciclo mais vitorioso de sua história recente, o Flamengo convive com uma alta rotatividade no banco de reservas.
O dado chama atenção porque o período coincide justamente com a fase mais vencedora do clube. O Flamengo acumulou títulos nacionais e continentais, mas manteve como tradição a troca frequente de treinadores, muitas vezes mesmo após conquistas importantes.
Pressão por resultados
No caso de Filipe Luís, pesaram especialmente as derrotas nas decisões. O Flamengo perdeu a Recopa Sul-Americana para o Lanús, com dois tropeços (1 a 0 na Argentina e 3 a 2 no Maracanã) e foi superado pelo Corinthians por 2 a 0 na Supercopa do Brasil, em Brasília.
Além dos vice-campeonatos, o desempenho geral preocupava. Em 15 partidas disputadas na temporada, o time soma sete derrotas (cinco sob o comando de Filipe Luís) — mais da metade das 11 sofridas ao longo de todo 2025. O número acendeu o alerta por conta do investimento e da expectativa pela manutenção da hegemonia recente.
Parte da explicação para o início irregular está no desgaste acumulado. O Flamengo foi campeão carioca, brasileiro e da Libertadores na última temporada e só encerrou o calendário em 17 de dezembro, quando ficou com o vice da Copa Intercontinental da Fifa ao perder nos pênaltis para o Paris Saint-Germain.
O elenco praticamente não teve pausa entre uma temporada e outra. O planejamento previa a utilização do time sub-20 nas primeiras rodadas do Carioca, mas o desempenho abaixo do esperado dos jovens forçou a antecipação do retorno do grupo principal para evitar risco maior no Estadual.
Veja os últimos treinadores
- Jorge Jesus (2019/2020);
- Domenec Torrent (2020);
- Rogério Ceni (2020/2021);
- Renato Gaúcho (2021);
- Paulo Sousa (2022);
- Dorival Júnior (2022);
- Vitor Pereira (2023);
- Jorge Sampaoli (2023);
- Tite (2023/2024);
- Filipe Luís (2024/2026)



