
O Gre-Nal 450 teve amplo domínio do Grêmio, que aplicou 3 a 0 no Inter e está com uma mão na taça do Gauchão. O Desenho Tático de Zero Hora mostra como foram os movimentos de Luís Castro e Paulo Pezzolano no clássico disputado na Arena no começo da noite deste domingo (1º).
Quando as escalações saíram, foi visto um Inter com a repetição da estrutura do clássico do Beira-Rio, apenas com uma mudança de nome: Félix Torres no lugar de Victor Gabriel na defesa.
No Grêmio, Luís Castro manteve o 4-1-4-1 dos últimos jogos com Pavón na lateral e mexidas importantes no setor ofensivo. Monsalve acompanhou Arthur e Noriega no meio e Enamorado pela direita no ataque, que teve ainda Carlos Vinícius e Amuzu. Era preciso para o Grêmio jogar diferente do que no Beira-Rio e foi isso que o português buscou.

O novo formato de meio-campo do Grêmio, somado à presença de jogadores mais físicos na linha de defesa em relação ao último Gre-Nal, travaram o jogo interior colorado.
A partida teve baixa movimentação ofensiva até os 31 minutos, quando Bernabei optou por fazer a falta em Amuzu para evitar um provável gol gremista, mas deixar o Inter com um a menos. A partir daí, entraram em ação medidas de Luís Castro e Pezzolano, com larga vantagem para o técnico gremista.
O Grêmio conseguiu fazer 1 a 0 com Enamorado logo no rebote do escanteio gerada pela falta de Bernabei. Pezzolano optou por não fazer mudança de nomes mesmo com as desvantagens no placar e numérica antes do intervalo.
Como o Inter se posicionou
Bruno Gomes foi deslocado para a lateral esquerda, com Vitinho ocupando a direita. Paulinho e Ronaldo seguiram como volantes e Alan Patrick (direita) e Carbonero (esquerda) foram para o time se postar em um 4-4-1.
Luís Castro soube explorar essa formação, que tinha dois jogadores de menor capacidade de marcação pelos lados. A principal delas esteve no lado esquerdo.
Marlon ganhou maior liberdade para avançar sobre a frágil marcação de Alan Patrick em movimento que fez Amuzu aparecer mais centralizado. O Grêmio conseguiu explorar bem essas vantagens para chegar ao 2 a 0 e ter chance até para um placar maior antes do intervalo.

A primeira etapa terminou com 10 finalizações do Grêmio, cinco delas no alvo, contra apenas duas do Inter. Antes da expulsão de Bernabei, o número era de cinco finalizações gremistas, sendo só uma no alvo. A posse de bola terminou em 50% a 50%. Antes da expulsão, o Inter estava um pouco mais com a bola: 54% a 46%.
Etapa final
Pezzolano voltou para o segundo tempo com duas trocas. Aguirre e Victor Gabriel entraram nos lugares de Bruno Gomes e Ronaldo. O time visitante passou a se defender em um 5-3-1, tendo Alan Patrick e Carbonero junto ao único volante Paulinho no meio-campo.
Com o 2 a 0 a favor, Luís Castrou optou por esperar para ver as mudanças de Pezzolano antes de mexer. Aos nove, Willian e Tetê entraram por Enamorado e Monsalve, mas o Grêmio optou por não acelerar tanto.
Mesmo com vantagem númerica, o Grêmio administrou o jogo até que Arthur pressionou Alan Patrick aos 21 e roubou a bola que terminou com o gol contra de Victor Gabriel após a cavadinha de Carlos Vinícius bater na trave antes de entrar.
O Grêmio teve uma posse de bola total de 75% no segundo tempo, mas apenas quatro finalizações. Ou seja, optou pelo controle e, mesmo assim, saiu com uma goleada que deixa o título gaúcho de 2026 muito perto.
Pezzolano precisará entender a superioridade do rival para uma virada no Beira-Rio, algo que parece pouco provável, tamanha a diferença da partida deste domingo na Arena.

