
A capixaba Lívia Tavares é uma das apostas da vela brasileira. Aos 16 anos ela foi eleita a principal atleta de seu Estado, o Espírito Santo, em 2025 e já faz parte da chamada seleção brasileira de vela jovem.
Em Porto Alegre, Lívia participou do Sul-Americano da classe Ilca 6 (antiga Laser Radial) e ficou longe das primeiras posições. Mas ainda na capital gaúcha, ela está velejando o Centro Sul-Americano de Ilca 4 (antiga Laser 4.7), que é a sua categoria no momento.
Antes de voltar à Raia da Pedra Redonda, Lívia, que está em segundo na classificação geral mista e em primeiro na feminina, conversou com Zero Hora, na sede do Veleiros do Sul.
Confira a entrevista

Como estão sendo essas semanas em Porto Alegre. Você já competiu no Ilca 6 e agora está no Ilca 4...
Eu participei do Sul-Americano de Ilca 6, aqui, na semana passada. Foi um campeonato muito bom, tinha vento constante, mas pra mim foi difícil, porque estou em transição para esse barco e eu ainda estou um pouco leve (peso). Mas foi uma experiência muito boa, pra conhecer a raia, quanto pra desenvolver no barco.
Agora no Ilca 4, o vento está mais baixo, que é o que eu gosto. Mas mesmo com o vento mais forte, eu consigo aguentar (sustentar) o Ilca 4, para que em campeonatos futuros eu possa ir bem.
Quais as diferenças básicas entre o Ilca 4 e o Ilca 6?
O Ilca 4 e o Ilca 6 são o mesmo barco, mas muda a base, a do 6 é um pouco maior, e muda a vela também. E isso gera mais pressão no barco e (você) precisa de mais força (pra velejar). E isso muda (na popa) o estilo de velejar. Você tem que se acostumar com o barco.
O que é mais importante. Técnica ou força?
Depende muito do vento. No fraco, depende mais de técnica, um pouco de força. (Já) no forte fica mais focado em força. No vento médio, é um equilíbrio das duas, você pensa tática e fazer força ao mesmo tempo. A vela é um esporte muito bom por isso.
Quem é sua inspiração na vela feminina?
No Ilca, a Gabriela Kidd é muito importante. É uma referência feminina, já foi pra Olimpíada, já conseguiu bons resultados e eu espero que um dia eu chegue lá e me inspiro nela.
Em na vela em geral. Quem é seu ídolo, quem você admira?
O Robert Scheidt. Eu admiro muito ele. É uma referência muito importante para vela brasileira. Já ganhou diversos campeonatos. Mesmo com mais idade, continuou com bons resultados. Espero que um dia fique igual a ele, mas é muito difícil. Espero um dia chegar lá.

O Erik (filho do Robert) está aqui competindo aqui também...
Sim, o Erik é muito bom. Tal pai, tal filho né.
E nas conversas, você já teve a chance de falar pro Erik sobre a admiração pelo Robert?
Nunca cheguei a conversar sobre isso com o Erik. Mas espero um dia ter essa oportunidade.
E qual é o seu futuro. O que você planeja, como você se vê, daqui um tempo, 10 anos, enfim...
Eu espero desenvolver minhas habilidades e disputar as Olimpíadas, que é o sonho de muitos os velejadores.
E beliscar (ganhar) uma medalha?
Aí é um sonho muito maior. Só de chegar eu vou estar muito feliz. Se eu beliscar uma medalha, ganhar uma medalha eu vou estar mais feliz ainda



