
A 25ª edição dos Jogos Olímpicos de Inverno começa nesta sexta (6). A cerimônia de abertura será no icônico Estádio San Siro, em Milão, sede principal. Mas Predazzo, Livigno e Cortina d'Ampezzo, que receberão provas, serão palco de solenidades simultâneas e desfiles de atletas.
Como abertura de grande evento, alguns segredos só serão desvendados na própria sexta: como quem irá acender a pira olímpica em Milão e Cortina d'Ampezzo.
Na Itália, entre 6 e 22 de fevereiro, atletas de 93 países devem disputar as 735 medalhas que serão distribuídas, sendo 245 de cada cor. De acordo com o Comitê Organizador, 1 milhão de ingressos foram vendidos para os 116 eventos que compõem o programa.
A Diretora de Igualdade de Gênero, Diversidade e Inclusão do Comitê Olímpico Internacional (COI), Charlotte Groppo, garante que estes serão os "Jogos mais igualitários da história".
O megaevento terá o mesmo número de provas para homens e mulheres e vai registrar a presença de 47% de atletas femininas entre os cerca de 3,5 mil participantes.
Investimento
Para a realização dos Jogos de Milão-Cortina foram investidos 3,5 bilhões de euros (R$ 21,5 bilhões) e, segundo o governo da Itália, o retorno deverá ser de 5,3 bilhões de euros (R$ 32,6 bilhões).
De acordo com levantamentos da Universidade Luigi Bocconi, de Milão, e Ca' Foscari, de Veneza, 340 empresas do país estão envolvidas nas atividades relacionadas à realização das Olimpíadas de Inverno e 36 mil empregos foram gerados.
Polêmicas

Algumas polêmicas já surgiram antes mesmo do início das competições, a maioria delas fora das arenas e pistas, como a não inclusão, na cerimônia de abertura, do esquiador Silvio Fauner, dono de cinco medalhas olímpicas, e que é vice-prefeito de Sappada.
Segundo o Comitê Organizador, pessoas que ocupam cargos políticos estão vetadas, de eventos oficialmente ligados aos Jogos. Outra controvérsia é a presença de agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE), o já gerou manifestações contrárias nas ruas de Milão.
O governo italiano garante que eles não farão atividades nas ruas e ficarão alocados em uma sala de controle no Consulado dos EUA. Em nota, o ICE declarou que estará na Itália "apoiando o Serviço de Segurança Diplomática do Departamento de Estado dos EUA e o país anfitrião na avaliação e mitigação de riscos provenientes de organizações criminosas transnacionais".
Doping
Uma das preocupações de grandes competições é o combate ao doping. Os Jogos de Inverno de 2026 irão contar com um novo laboratório, sediado em Roma, que terá capacidade para examinar até 200 amostras diárias.
O custo do investimento foi de 17 milhões de euros (R$ 104,8 milhões). A capacidade do laboratório é de até 25 mil amostras testadas por ano.
A italiana Rebecca Passler, do biatlo, testou positivo para a substância letrozol e foi excluída da delegação de seu país. A testagem aconteceu em um controle de rotina.
Reaproveitamento de alimentos e sustentabilidade
Uma medida anunciada pelos organizadores é o reaproveitamento de 100% dos alimentos não consumidos durante os Jogos. O objetivo da medida é de combater o desperdício e apoiar pessoas em situação de vulnerabilidade.
A maior parte dos locais de competição será alimentada por energia elétrica renovável. Um plano de transporte com baixa emissão de carbono visa reduzir em 20% o número de carros em comparação com Turim 2006, priorizando trens e ônibus de transporte compartilhado.
Brasil em busca de pódio inédito

Com a maior delegação de sua história, com 14 atletas e um reserva, o Brasil chega a Milão-Cortina com a expectativa de ganhar sua primeira medalha.
Os brasileiros participarão de cinco modalidades, bobsled, esqui alpino, esqui cross-country, skeleton e snowboard.
As principais apostas são Lucas Pinheiro Braathen, no esqui alpino, e a gaúcha Nicole Silveira, no skeleton.




