
O Brasil pode conquistar neste sábado (14) sua primeira medalha na história dos Jogos Olímpicos de Inverno. A partir das 6h (de Brasília), Lucas Pinheiro Braathen vai disputar o Slalom Gigante, no Centro de Esqui de Stelvio, em Bormio, na Itália.
Vice-líder geral da Copa do Mundo, no Slalom Gigante e também no Slalom, além de ser o segundo melhor na soma das quatro provas de Esqui Alpino, Lucas é forte candidato ao pódio.
Como será disputada a prova:

A prova é disputada em duas descidas e os tempos são somados para definir os mais rápidos, após essas sessões. Lucas será o primeiro esquiador na primeira descida, que terá 81 atletas.
Os 15 primeiros serão os de melhor ranking e irão largar com intervalos de dois minutos entre as descidas. Após será a vez do 16º ao 30º, que serão separados por 1min40seg e, por fim os demais concorrentes, que serão autorizados a descer a pista 45 segundos depois do anterior.
A segunda largada está programada para às 9h30, com ordem inversa. Os classificados entre o 30º e o nono lugar, na primeira descida, irão descer a montanha com intervalos de 1min50seg, enquanto aqueles que terminarem entre oitavo e primeiro, vão ser separados por 2min15seg. Já os que terminarem a primeira etapa a partir da 31ª posição irão descer a cada 45 segundos.
Histórico
A história do esqui tem origem na Rússia, segundo descobertas que apontam o seu surgimento entre 8.000 e 7.000 A.C.
Como esporte, o esqui teve suas primeiras competições, organizadas na década de 1840, na Noruega.
O esqui alpino está presente no programa olímpico desde os Jogos de Garmisch-Partenkirchen (Alemanha) em 1936, quando foi realizada a prova combinada (downhill e slalom).
Ao longo dos anos foram adicionadas competições distintas: o downhill e slalom passaram a ser eventos separados em 1948 em St.Moritz, na Suíça. Já o slalom gigante foi introduzido em Oslo, em 1952, enquanto o super-G ingressou em Calgary (Canadá) em 1988.
A divisão das provas no esqui alpino

As competições de esqui alpino são divididas em provas de técnica (Slalom GIgante e Slalom) e de velocidade (Downhill e o Super G)
Nas provas técnicas, as principais características são menor extensão de pista e de distância entre as portas. As disputas são mais lentas e necessitam de grande habilidade dos esquiadores.
O Slalom Gigante tem distância média de 20 a 30 metros entre as curvas, que são mais amplas em comparação ao slalom. Cada descida dura cerca de 90 segundos.
A exemplo do Slalom, o vencedor do Slalom Gigante é aquele que conquistar o menor tempo, na soma das duas descidas. Porém, só tem direito a realizar a segunda tentativa o atleta que completar a primeira.
Tradição brasileira
O Brasil estreou nos Jogos de Inverno no esqui alpino. Em 1992, em Albertville, na França, sete atletas do país participaram das competições, sendo seis homens e uma mulher.
E coube a Evelyn Schuler, que nasceu em Altdorf, na Suíça, o melhor resultado. A atleta que se mudou com a família para São Paulo, ainda bebê e dessa forma representou o País ficou na 40ª colocação do Slalom Gigante.
Desde então o Brasil sempre teve um representante nas disputas do esqui alpino.
Onde assistir
A prova do Slalom Gigante terá duas largadas. A primeira às 6h e a segunda às 9h30 (de Brasília).
O SporTV2 e a CazéTV anunciam a transmissão ao vivo.

