
O Brasil tem duas grandes apostas para conquistar sua primeira medalha na história dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milano-Cortina. Uma delas é a gaúcha Nicole Silveira, que compete no Skeleton.
Nas competições da modalidade, o atleta se lança em um trenó e desce de cabeça a pista. Abaixo, Zero Hora explica os detalhes deste esporte.
História
Criado na Suíça, no século 19, o Skeleton fez sua primeira aparição olímpica em 1928, em St.Moritz, nos alpes suíços. Duas décadas depois, em 1948, voltou aos Jogos no mesmo local, onde está a pista mais tradicional do esporte.
Depois disso, a modalidade ficou de fora das Olimpíadas por mais de 50 anos, retornando ao programa olímpico somente em 2002, em Slat Lake City (EUA). Mas, desde então, o Skeleton não saiu mais dos Jogos e se tornou uma grandes atrações do evento.
Estados Unidos e Grã-Bretanha são os maiores campeões olímpicos, com três medalhas de ouro cada. Os britânicos somam mais pódios, nove, contra oito dos estadunidenses, que ganharam mais pratas — quatro contra uma.
Nesta edição, a competição mista será a grande novidade do Skeleton.
Como é feita a descida

O atleta começa em pé e tem até 30 segundos depois de uma luz verde acender para realizar o "push". Esta corrida dura entre 25 e 40 metros e, após, o atleta pula de bruços no trenó, descendo pela pista de gelo de 130km/h a 140km/h.
A trajetória é orientada pelos movimentos corporais de cada atleta. O objetivo principal é encerrar o percurso no menor tempo possível.
A pista

O comprimento da pista varia de 1.200m a 1.650m, com inclinação máxima de 12%, e um mínimo de 15 curvas.
As pistas são feitas de concreto e contam com um sistema de refrigeração para permanecerem cobertas de gelo. O único local do mundo que não utiliza esse modelo é St.Mortiz, que conta com refrigeração natural.
Nestes Jogos, a sede do Skeleton será a pista Eugenio Monti, que recebeu as provas de trenó nos Jogos de Inverno de 1956 em Cortina D’Ampezzo.
O local foi reconstruído para esta edição olímpica e tem 16 curvas e um traçado de 1.445m. Os pilotos largam numa altitude de 1.321 metros e concluem a descida a 1.254 metros acima do nível do mar.
Os trenós

Os trenós são feitos de metal na sua estrutura e fibra de vidro na base. O peso combinado do atleta e do trenó não deve ultrapassar 115 kg para homens e 92 kg para mulheres.
Cada equipamento não deve pesar mais de 43kg para homens e 35kg para mulheres. Em cada trenó há duas alças, usadas para empurrá-los na largada, e duas lâminas, que ficam em contato direto com o gelo da pista.
Não há freios nos trenós e a desaceleração é feita com os pés do piloto ou com materiais de proteção colocados após a linha de chegada.
Equipamentos

O capacete é de uso obrigatório e geralmente é feito de carbono altamente resistente, com protetor de queixo e desenhado para aerodinâmica. Os pilotos usam sapatos especiais, com cerca de 300 agulhas de até 5mm em cada pé, para garantir tração na corrida inicial no gelo.
Já os trajes devem ser justos, em peça única cobrindo braços e pernas para reduzir o arrasto do ar (força aerodinâmica de resistência). Os atletas também utilizam luvas especiais, com pequenas agulhas nas pontas dos dedos, para auxiliar na tração durante a largada.
Equipamentos adicionais de proteção, como joelheiras e cotoveleiras, são usados para proteção contra impactos laterais nas curvas da pista.
Como é a disputa de cada prova

Nos Jogos de 2026, serão 25 homens e 25 mulheres competindo em cada evento, além de 15 duplas na estreante disputa mista.
Em cada prova, os pilotos competem durante dois dias. Eles realizam duas descidas, a cada dia, num total de quatro corridas cronometradas. Os tempos são somados e o tempo mais rápido é o vencedor.
Na disputa mista, a descidas serão uma para gênero, a cada dia, num total de duas para as mulheres e duas para os homens.
Quando acontecerá a disputa do Skeleton
Feminino
13 de fevereiro
- 12h - Descida 1
- 13h48 – Descidas 2
14 de fevereiro
- 14h - Descida 3
- 15h35 - Descidas 4
Masculino
12 de fevereiro
- 5h30- Descida 1
- 7h08 - Descida 2
13 de fevereiro
- 15h30 - Descida 3
- 17h05 - Descida 4
** Horários de Brasília.
Confira os campeões olímpicos do Skeleton
Masculino
- 1928 - Jennison Heaton (EUA)
- 1948 - Nino Bibbia (ITA)
- 2002 - Jim Shea Jr (EUA)
- 2006 - Duff Gibson (CAN)
- 2010 - Jon Montgomery (CAN)
- 2014 - Aleksandr Tretyakov (RUS)
- 2018 - Yun Sung-bin (COR)
- 2022 - Christopher Grotheer (ALE)
Feminino
- 2002 - Tristan Gale (EUA)
- 2006 - Maya Pedersen-Boeri (SUI)
- 2010 - Amy Williams (GBR)
- 2014 - Lizzy Yarnold (GBR)
- 2018 - Lizzy Yarnold (GBR)
- 2022 - Hannah Neise (ALE)
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