
A 25ª edição dos Jogos Olímpicos de Inverno começa nesta sexta-feira (6). A cerimônia de abertura será no icônico Estádio San Siro, em Milão, sede principal, a partir das 16h (de Brasília). Mas Predazzo, Livigno e Cortina d'Ampezzo, que receberão provas, também serão palco de solenidades simultâneas e desfiles de atletas.
— Estamos estabelecendo um padrão que se tornará comum no futuro para as edições com múltiplas localidades — afirma Maria Laura Iascone, diretora das Cerimônias dos Jogos de Inverno.
Cerca de 1,3 mil pessoas deverão marcar presença nas cerimônias desta sexta-feira, entre profissionais e voluntários. Serão utilizados 1,4 mil trajes, 1,5 mil pares de sapatos, 7,5 mil metros de tecido e 1 mil adereços na celebração. Um total de 110 maquiadores e 70 cabeleireiros, ainda, irão atender aos participantes do show artístico.
Estrelas e polêmica

Um grande elenco irá dar brilho à cerimônia. As apresentações musiciais ficarão a cargo da estadunidense Mariah Carey, vencedora de cinco Grammy's, do tenor italiano Andrea Bocelli e da italiana Laura Pausini, vencedora do Globo de Ouro.
Além dos cantores, diversos atores participarão do evento, como Pierfrancesco Favino (melhor ator do Festival de Veneza de 2020 por Padrenostro), Sabrina Impacciatore (a Valentina da premiada série de televisão The White Lotus) e Matilda de Angelis (melhor atriz do prêmio David di Donatello de 2016, o principal da Itália, por Veloz Como o Vento).
A escalação de um artista, contudo, vem causando certo incômodo por seu posicionamento pró-Palestina. Trata-se do rapper Ghali, um filho de tunisianos nascido em Milão. Sua escolha gerou controvérsia, já que em 2024, durante o tradicional Festival de Sanremo, ele pediu "o fim do genocídio em Gaza" durante sua apresentação.
— A Cerimônia de Abertura não é apenas um exercício de tecnologia e espetáculo. Acima de tudo, é uma história feita de pessoas e emoções — destacou o responsável pela curadoria do desfile, Marco Balich.
O diretor criativo e produtor executivo de eventos institucionais em todo o mundo tem 16 cerimônias olímpicas em seu currículo, além de diversos espetáculos de grande escala.
Tema

O conceito do evento inaugural de Milão-Cortina é a harmonia. Em apresentação, em outubro de 2025, o Comitê Organizador anunciou:
"Primeiro vem a preparação. De olhos fechados, buscando concentração, equilíbrio e perfeita harmonia entre corpo e mente. Alguns buscam o silêncio. Muitos colocam fones de ouvido e selecionam sua playlist favorita no celular. Há faixas relaxantes, ambientes, mas harmonia não se resume a isso.
Até mesmo o álbum de uma banda de rock pode gerar as mesmas sensações em um atleta. O som, na verdade, é apenas um meio para alcançar o estado mental perfeito, aquele que permite dar o melhor de si durante uma performance, garantindo que o corpo responda perfeitamente ao que a mente exige.
Depois, é hora de competir. É o momento de colocar essa busca por equilíbrio em prática, transformando-a de um fator mental em algo visível.
O mundo do esporte é repleto de harmonia, expressa de mil maneiras diferentes: movimento, proporção, ritmo e conexão".
Música tema dos Jogos

A trilha sonora oficial dos Jogos é Fantasia Italiana, composta por Dario Faini, conhecido como Dardust, que já participou de eventos como o Super Bowl e o NBA All-Star Game.
“Fantasia Italiana inspira-se nos territórios icônicos que sediarão os Jogos Olímpicos de Inverno, de Milão a Cortina. As paisagens sonoras da cidade e das montanhas são traduzidas em uma rapsódia contemporânea. O resultado é uma peça repleta de homenagens à tradição musical italiana", afirma o Comitê Organizador.
Duas piras

Com desfiles simultâneos e duas cidades dividindo o protagonismo na organização, Milão e Cortina D'Ampezzo, a organização das Olimpíadas de Inverno optou por ter duas piras, que serão acesas e apagadas simultaneamente.
Elas estarão localizadas em Milão, no Arco della Pace, e em Cortina d'Ampezzo, na Piazza Dibona.
Segundo os organizadores "as piras de Milano Cortina 2026 prestam homenagem ao sol como a principal fonte de vida, energia e renovação. Por séculos, um emblema universal de continuidade e renascimento, a chama hoje se torna o coração de uma criação concebida pensando no futuro".
Como será a Parada das Nações

A chamada Parada das Nações irá seguir a ordem alfabética da língua italiana e com as delegações se alternando nas sedes de Milão, Cortina D'Ampezzo, Pedrazzo e Livigno.
A Grécia abrirá o desfile, como é tradição, e a Itália, como país sede, entrará por último.
O Brasil, que terá sua maior delegação da história, com 14 atletas e um reserva, será o 14º país da apresentação.
Bandeira Olímpica
Após as apresentações e a Parada das Nações será a vez da entrada da Bandeira Olímpica, que será conduzida por oito personalidades de reconhecimento internacional.
Um dos oito condutores da bandeira será a ginasta brasileira Rebeca Andrade. Além dela, irão desfilar Tadatoshi Akiba (Japão), ex-prefeito de Hiroshima com compromisso global com o desarmamento nuclear; Maryam Bukar Hassan (Nigéria), artista e Defensora Global da Paz da ONU; Nicolò Govoni (Itália), escritor e ativista; Filippo Grandi (Itália), vice-presidente da Fundação Olímpica para Refugiados; Eliud Kipchoge (Quênia), pentacampeão olímpico em provas de longa distância no atletismo; Cindy Ngamba, primeira atleta da Equipe Olímpica de Refugiados a conquistar uma medalha olímpica; e Pita Taufatofua (Tonga), atleta pioneiro e humanitário.
Os Jogos contarão com cerca de 3,5 mil participantes de 92 países. Ao longo das Olimpíadas, esses atletas irão disputar 735 medalhas, 245 de cada cor, em 116 eventos que compõem o programa.
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