
Lionel Messi raramente aparece dando entrevistas e isso faz parte do seu jeito de ser. No entanto, nesta semana, o craque falou com o canal de streaming argentino Luzu TV e abriu o jogo sobre seu estilo de vida mais recluso, com pouca exposição midiática e maior atenção à família.
— Não gosto de me expor, de estar nos meios de comunicação, se não for pelo que faço em campo, que é o que eu sei fazer — afirmou Messi.
Organização
A entrevista com o craque do Inter Miami, dos EUA, serviu para ele revelar seu lado mais pessoal. O argentino contou que é metódico e extremamente organizado, a ponto de sair do sério se houver uma mudança na rotina.
— Eu sempre fui organizado. Com a roupa de treinar, as coisas do futebol. Não gosto que toquem, tenho que saber onde está cada coisa. Sou assim desde pequeno. A verdade é que tenho um lado que é mais estranho, eu gosto muito de estar sozinho — revelou.
Planejamento
Messi ainda complementou que não gosta de mudanças quando tem as coisas planejadas, pois isso afeta seu estado de ânimo.
Aos 38 anos, Messi é casado com Antonela Roccuzzo, a quem conhece desde os seis anos, e tem três filhos: Thiago (13 anos), Mateo (10) e Ciro (7). Na entrevista, o craque contou que, às vezes, se incomoda com seu jeito introvertido.
— Eu não me comunico, eu assimilo tudo por dentro. Houve um tempo em que fiz terapia, em Barcelona, mas depois não fiz mais. Eu sou muito de guardar as coisas, os problemas. Eu mudei muito, mas ainda assim... Obviamente, no dia a dia, falo com Antonela, falo muito com meu pai na parte esportiva, depois de um jogo, isso compartilho mais com meu pai, mas no dia a dia é com ela — disse.
O que menos gosto é quando me bloqueio e me custa muito sair. Quem me tira muito rápido é o Mateo, ele é um dos poucos que conseguem me tirar desse estado. É que me custa me expressar, comunicar meus problemas, o que está acontecendo. Sei que é feio, mas é meu jeito
LIONEL MESSI
Craque argentino
Carreira
Messi relembrou o início de carreira, quando chegou a ser aprovado em um teste no River Plate, ainda na base. Foi aprovado no Newell's Old Boys, e logo depois chegou a proposta para ir para o Barcelona, aos 13 anos.
O craque argentino também falou sobre seu estilo de jogo objetivo, de poucas firulas, sempre tentando colocar seu talento a serviço do time.
— Muitos dizem que eu não dou pedaladas, essas coisas. Nunca gostei, quando era criança fazia mais, mas na época nem existiam essas coisas que fazem com a bola. Nunca gostei — afirmou.
Já consagrado no clube espanhol, Messi sofria por não conseguir brilhar na seleção da Argentina. Ele relembrou o anúncio de que não iria mais defender o país, depois de perder a segunda final seguida de Copa América, em 2016, uma decisão da qual ele logo se arrependeu.
— Pensei em um momento que não ia mais (para a seleção), mas depois me arrependi muitíssimo, porque eu via as partidas da seleção e queria morrer. Menos mal que pude voltar atrás, e não me importava se alguém iria dizer "ah, ele se foi e agora voltou". É não renunciar nunca, seguir tentando, porque afinal é do que se trata a vida: cair, levantar e voltar a tentar.
Copa América
O primeiro título pela seleção foi apenas em 2021, já com uma década e meia de carreira profissional. Foi a Copa América disputada no Brasil, com vitória sobre a Seleção Brasileira na decisão, no Maracanã. Ainda vieram os títulos da Copa do Mundo de 2022 e outra Copa América em 2024.
— Graças a Deus, eu pude fazer tudo, Deus me deu muito mais do que eu pensava. Quando parecia que já era impossível, vieram os troféus com a seleção argentina, que era o que mais me faltava. Veio a Copa América, e eu pensei que pelo menos ganhei algo com a seleção, e depois veio o Catar. Depois disso, podemos ficar tranquilos que já fizemos tudo. Sou agradecido totalmente — finalizou.

