
De 18 de janeiro a 1º de fevereiro, os principais tenistas do mundo começam a disputa do Australian Open, o primeiro Grand Slam do ano. Nas quadras duras do Melbourne Park estarão em jogo mais de R$ 400 milhões em premiação — o maior bônus em dinheiro da história do torneio.
Os campeões das chaves simples masculina e feminina receberão 4,15 milhões de dólares australianos (pouco mais de R$ 15 milhões). Entre os homens, Jannik Sinner defenderá o bicampeonato, tendo Carlos Alcaraz como principal adversário.
Por outro lado, no torneio feminino, Madison Keys surpreendeu em 2025 e terá a difícil missão de defender o título de nomes como Aryna Sabalenka e Iga Swiatek.
O Brasil estará representado nas chaves simples. João Fonseca será cabeça de chave pela primeira vez de um Grand Slam e as expectativas de um resultado melhor do que a segunda rodada do ano passado são altas. Bia Haddad Maia, no feminino, busca ultrapassar a terceira rodada de 2025.
Sinner, Alacaraz e mais alguém?
No tênis masculino atual é difícil imaginar que mais alguém sem se chamar Jannik Sinner ou Carlos Alcaraz vença um Grand Slam. O italiano e o espanhol dominam o circuito e ainda não há um terceiro nome para rivalizar com ambos.
Treinador é um fator que pode ser determinantes na disputa entre os dois melhores do mundo. Sinner renovou com Darren Cahill e seguirá com Simone Vagnozzi, mantendo a dupla que já vinha dando certo. Alcaraz, por outro lado, desfez a parceria com Juan Carlos Ferrero e tem Samuel López como treinador.
— O espanhol tem o segundo posto, mas desde que aconteceu essa separação com o Ferrero, o Alcaraz ainda não foi testado nos problemas. Vejo ele chegando um pouco mais fragilizado, mas ainda assim fica como o segundo favorito a título — analisa André Ghem, ex-tenista e comentarista da ESPN Brasil.
Na visão do analista e de outras pessoas que acompanham o circuito mais de perto, o único que poderia bater um dos dois favoritos é Novak Djokovic. O sérvio de 38 anos tem 10 conquistas do Grand Slam australiano.
— O título fica entre Sinner e Alcaraz, e no máximo Djokovic na disputa.
Chave feminina aberta

O título de Keys no Australian Open de 2025 foi inesperado, ainda mais sobre Sabalenka. A bielorrussa foi a melhor da última temporada, mas viu boas adversárias crescerem, além de ter se aproveitado de uma queda de rendimento de Swiatek.
— Sabalenka é favoritíssima. Acredito que a Iga vai ter um bom Australian Open. Ela teve um período de baixa e, quando você é muito bom e tem um período de baixa, você sobe de produção. Acho que ela vai ter uma boa temporada este ano — comenta Ghem.
Outras tenistas, no entanto, têm capacidade de disputar com as duas melhores do ranking. Duas jovens em especial se destacam. Coco Gauff, 21 anos, é sempre uma ameaça e já venceu Grand Slam. Mirra Andreeva, 18 anos, já faz parte do top 10 feminino e será um perigo para as mais experientes.
João Fonseca tem chances?

Pela primeira vez como cabeça de chave de um Grand Slam, o carioca de 19 anos deverá ter confrontos iniciais contra rivais abaixo do seu ranking atual (30º). No entanto, caso chegue na terceira fase, a tendência é de que o rival seja Jannik Sinner.
O início de temporada de Fonseca não foi ideal, com problemas de lesão e precisando abandonar dois torneios antes mesmo de jogar. O brasileiro enfrenta um problema na região lombar e sua estreia em 2026 deve ocorrer no Australian Open.
— A gente torce para que ele possa jogar e competir. Ele vai estar sem ritmo e um pouco mais devagar, porque uma coisa é o treino, enquanto o jogo é numa intensidade mais alta. Ele estando em quadra, acredito que vai estar apto a passar da primeira rodada, e a partir disso vamos reavaliando o seu status — analisa Ghem.
Na estreia do Australian Open, João Fonseca encarará o norte-americano Eliot Spizzirri, atual 89º do ranking.
Já Beatriz Haddad Maia terá pela frente a cazaque Yulia Putintseva, número 105 do ranking. A brasileira teve uma grande queda no ranking feminino e é a atual 59ª.



