
A Associação do Futebol Argentino (AFA) e seu presidente, Claudio “Chiqui” Tapia, foram denunciados por suspeita de apropriação indevida de impostos e contribuições previdenciárias que somam cerca de 7,5 bilhões de pesos argentinos — aproximadamente R$ 28,5 milhões.
A denúncia foi apresentada na sexta-feira (12) pela Agência de Arrecadação de Impostos e Controle Aduaneiro da Argentina (ARCA). Segundo o documento, ao qual o jornal La Nación teve acesso, a área responsável por fiscalizar grandes contribuintes identificou atrasos prolongados no pagamento de tributos e encargos sociais por parte da AFA.
As autoridades afirmam que a entidade teria descontado valores referentes a impostos e à previdência social, mas deixado de repassá-los ao Estado dentro do prazo legal, utilizando esses recursos para se financiar de forma irregular. Em alguns casos, os pagamentos teriam sido adiados por mais de 300 dias.
A ARCA pediu a abertura de investigação para apurar a responsabilidade da diretoria da AFA, incluindo o presidente Claudio Tapia, que figura entre os suspeitos.
Além disso, a federação também é alvo de outra apuração. Em uma operação policial realizada na sexta-feira na região metropolitana de Buenos Aires, foram encontrados 52 veículos de luxo supostamente ligados a dirigentes da entidade. Entre eles, há carros esportivos, caminhonetes 4x4 e modelos considerados de coleção.




