
Centroavante da Seleção é uma espécie de sobrenome que Vitor Roque pretende carregar ao menos até a metade do ano que vem. Principal atacante do futebol brasileiro, o jogador do Palmeiras vive um de seus melhores momentos em sua curta, mas intensa carreira.
Aos 20 anos, já conviveu com a frustração de uma passagem abaixo do esperado na Europa e a volta por cima no Brasil.
Estreia com Ancelotti
Com a expectativa de estrear sob comando de Carlo Ancelotti contra Senegal, neste sábado, o jogador falou sobre sua situação atual. E, para ele, o continente do atacante pode influenciar na escolha do técnico, mas não é o principal na hora da convocação:
— Fui para a Europa muito cedo. Aprendi muito. Voltar ao Brasil não é passo atrás. Às vezes precisa dar um passo atrás para dar dois à frente. O Luiz Henrique é um exemplo disso. Espero fazer o mesmo, ganhar títulos. Importante é desempenhar bem no seu clube. Se estiver bem assim, não tem diferença. Mas jogar na Europa leva um peso sim, os melhores jogadores estão aqui. Vou seguir trabalhando, fazendo meu melhor para estar na lista.
Frustação
Vitor Roque contou que sentiu o peso da frustração em sua passagem pela Europa. Contratado pelo Barcelona, não deu a resposta esperada. Acabou emprestado ao Betis, onde até teve um desempenho melhor, mas longe do potencial que mostrou em seus tempos de Athletico-PR.
— Quando voltei da Europa, voltei mal psicologicamente, sem confiança. O professor Abel (Ferreira, técnico do Palmeiras) sempre confiou em mim. Ter sequência é importante para recuperar, consegui fazer gol, dar assistência. É um sonho jogar na Europa, me adaptar. Mas vou seguir fazendo meu trabalho no Palmeiras para poder voltar para lá.





