
A fase de grupos da Copa do Mundo sub-17, no Catar, serviu como vitrine para o talento jovem espalhado pelos cinco continentes. Em 72 partidas, algumas promessas confirmaram as expectativas — outras surpreenderam o mundo com atuações acima do esperado.
De olho no futuro, a Fifa destacou dez nomes que mais chamaram atenção nas três rodadas iniciais e que prometem brilhar também no mata-mata. Sem brasileiros, a lista vai de um americano precoce a um goleiro japonês e a um zagueiro venezuelano que lidera a sua seleção com personalidade. Veja abaixo.
Cavan Sullivan (Estados Unidos)
Aos 16 anos, o meia já é o jogador mais jovem a atuar na MLS. No Mundial, justificou o rótulo de joia precoce: entrou no segundo tempo para garantir a vitória dos EUA na estreia e, no jogo seguinte, marcou e deu assistência no triunfo que confirmou a classificação.
Jonathan Kalimina (Zâmbia)
Dono de uma canhota poderosa, Kalimina foi o motor ofensivo da Zâmbia. Fez um gol e deu três assistências nas duas primeiras vitórias da equipe — e ainda marcou um gol olímpico no empate com o Brasil, coroando uma fase de grupos de destaque.
Samuele Inacio (Itália)
Camisa 10 e líder técnico da Azzurrina, Inacio venceu os três prêmios de melhor em campo do Grupo A. Em três jogos, somou quatro gols e duas assistências, participando diretamente de seis dos oito gols italianos até aqui.
Reigan Heskey (Inglaterra)
Filho do ex-atacante Emile Heskey, o jovem Reigan teve papel decisivo na reação inglesa após a derrota na estreia. Com três gols e três assistências nos jogos seguintes, foi peça-chave para colocar a Inglaterra entre as classificadas. Ele pertence ao Manchester City.
Shuji Muramatsu (Japão)

O capitão japonês se destacou na defesa menos vazada do torneio. Com apenas um gol sofrido em um grupo que contava com Portugal e Marrocos — seleções que juntas marcaram 29 gols —, Muramatsu garantiu a liderança dos Samurais Azuis com defesas seguras e regularidade.
James Bogere (Uganda)
Autor dos gols que levaram Uganda à primeira Copa do Mundo em qualquer categoria, Bogere manteve o faro artilheiro no Catar. Marcou contra o Canadá e voltou a balançar as redes no triunfo histórico sobre a França.
Emile Witbooi (África do Sul)
Com a frase “Você sabe meu nome, não minha história” nas redes sociais, Witbooi vem escrevendo um novo capítulo para o futebol sul-africano. Fez dois gols e foi um dos principais nomes da classificação inédita da equipe para o mata-mata.
Vit Skrkon (Tchéquia)
O atacante de 1,91m marcou quatro dos sete gols tchecos na competição. Além da força física, mostrou qualidade técnica nas finalizações e liderança em campo — especialmente na goleada sobre o Tadjiquistão por 6 a 1.
Matías Satas (Argentina)
Capitão da defesa argentina, Satas representou o estilo combativo e organizado do time. Foi peça central no sistema que manteve 100% de aproveitamento em um grupo com Tunísia e Bélgica.
Marcos Maitán (Venezuela)

Símbolo da campanha sólida venezuelana, Maitán comanda a defesa e ainda aparece no ataque: marcou um dos gols no empate com o Egito. Sob sua liderança, a equipe terminou invicta e na liderança do Grupo E.



