
O STJD anulou o julgamento de cinco dirigentes da dupla Gre-Nal por conta de fatos relativos ao Gauchão 2025.
Com isso, os diretivos gremistas Alberto Guerra, Alexandre Rossato e Guto Peixoto e os colorados José Olavo Bisol e Andrés D'Alessandro serão julgados novamente no dia 18 de novembro no TJD-RS, da Federação Gaúcha de Futebol (FGF), e podem ser suspensos na reta final do Brasileirão.
O tribunal acatou um pedido do Inter e entendeu que dois auditores do TJD deveriam ser impedidos de julgar o caso por serem conselheiros do Grêmio: o presidente do tribunal, Airton Ruschel e o presidente da Primeira Comissão Disciplinar, Marcelo Cabral de Azambuja.
No julgamento original, o presidente do Grêmio, Alberto Gurrra, e o diretor esportivo do Inter, Andrés D'Alessandro, foram condenados e cumpriram 15 dias de suspensão.
Já os vices de futebol do Grêmio, Alexandre Rossato, e do Inter, José Olavo Bisol, foram apenas advertidos, enquanto o diretor de futebol gremista Guto Peixoto foi absolvido.
Todos eles, porém, serão julgados de novo no dia 18 de novembro. Por determinação do STJD, nenhum auditor que seja conselheiro da dupla Gre-Nal poderá participar do caso.
Relembre o caso
Todos eles foram denunciados pelo artigo 243-F do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata de "ofender alguém em sua honra, por fato relacionado diretamente ao desporto", devido a entrevistas concedidas em meio ao Gauchão de 2025 em que teriam ofendido a honra de árbitros ou de pessoas envolvidas na organização do torneio.
Como o artigo prevê pena em dias, qualquer dirigente que for suspenso terá que cumprir a pena na reta final do Brasileirão.
Se Alberto Guerra e D'Alessandro, contudo, forem novamente suspensos por 15 dias, conforme entendimento do tribunal, a pena já será considerada cumprida.
A decisão do STJD cria um precedente para julgamentos futuros. A partir de agora, auditores que são conselheiros de clubes deverão se declarar impedidos em casos envolvendo as suas agremiações.




