
Com uma dívida estimada em R$ 2,7 bilhões, o Corinthians debate internamente a possibilidade de se transformar em uma SAF. O projeto inclusive foi batizado de "SAFiel".
No entanto, o Conselho Deliberativo corintiano prevê regras bastante rígidas para autorizar uma eventual transformação do clube em empresa.
Conforme o projeto de reforma estatutária em debate, a ideia é proibir expressamente que o Corinthians seja controlado por um investidor externo. A gestão da SAF permaneceria com o clube social.
De acordo com as regras estabelecidas, um empresário ou uma empresa poderiam adquirir no máximo 49% das ações da eventual SAF corintiana. Ou seja, teriam direito a um percentual dos lucros, mas não poderiam ser os controladores ou responsáveis diretos pelas decisões.
O objetivo é que empresários corintianos comprem cotas da eventual SAF para ajudar o clube e, ao mesmo tempo, lucrar com isso. O controle da gestão, contudo, permaneceria com a direção do clube eleita pelos sócios, como é hoje.
O Conselho do Corinthians prevê também exigir que 10% da receita líquida da SAF seja destinada ao clube social.
Nos bastidores, a dúvida que permeia as conversas, entretanto, é: algum investidor teria interesse em colocar dinheiro sem ter poder de gestão ou controle das decisões diante de uma dívida próxima dos R$ 3 bilhões?
A transformação em SAF só poderia ocorrer mediante aprovação de dois terços dos conselheiros e, na sequência, de dois terços dos sócios em uma assembleia geral.


