
O Mjällby, pequeno clube da cidade de Hällevik, com só 1,3 mil habitantes, está prestes a escrever uma das histórias mais surpreendentes do futebol europeu. A equipe pode conquistar neste fim de semana o título da liga da Suécia — algo impensável há poucos anos, quando jogava a terceira divisão. Com a taça em mãos, garantiria também sua vaga na fase preliminar da próxima Champions League.
Comandado por Anders Torstensson, 59, ex-diretor de escola que largou o cargo em 2023 para se dedicar integralmente ao futebol, o Mjällby abriu 11 pontos de vantagem a quatro rodadas do fim. O título pode vir até sem entrar em campo, caso o vice-líder Hammarby tropece no domingo (19).
Em entrevista à Folha de São Paulo, Torstensson atribui o sucesso ao lema adotado há uma década:
— Temos de ser os melhores nas coisas gratuitas. Ser gentil com companheiros de equipe não custa nada. Trabalhar duro não custa nada. Estar focado em cada treino não custa nada. Acho que isso moldou o clube.
O modesto investimento do empresário Magnus Emeus em 2016 ajudou o clube a chegar à elite em 2020, mas a base do projeto, como bem destaca Torstensson, é a organização e a disciplina. A equipe joga em um estádio de 7,5 mil lugares.
Com um time avaliado em menos de um quarto do valor do Malmö, time mais rico do país, o Mjällby aposta na solidez defensiva e no trabalho coletivo. Um dos destaques é o zagueiro Axel Norén, formado no clube e convocado para a seleção sueca. No elenco, há oito estrangeiros, nenhum deles brasileiro.

