
O brasileiro Miguel Hidalgo fez história, na madrugada deste domingo (19), ao levar a bandeira do Brasil pela primeira vez ao pódio após o término do Circuito Mundial de triatlo. Em uma prova de recuperação, o atleta de 25 anos chegou na quarta posição na oitava e derradeira etapa da temporada, em Wollongong, na Austrália, e terminou em segundo lugar na classificação geral da modalidade.
— Estou muito feliz com o vice-campeonato, este foi o primeiro ano realmente brigando pelo título e, nos próximos, não vão faltar novas oportunidades — disse Hidalgo após conquistar o melhor resultado de um triatleta do país.
Com duas medalhas de ouro nos Jogos Pan-Americanos em 2023, Miguel fez uma prova de superação.
— Estou orgulhoso do que fiz. Precisei ter muito sangue frio porque hoje não foi dos melhores dias para mim na natação e na bike (ciclismo). Em alguns momentos, estava virtualmente em quinto ou sexto lugar no campeonato. Mas conseguir recuperar bem, tive um final de corrida muito bom — afirmou o atleta de 25 anos.
Segundo colocado no ranking mundial, atrás do australiano Matthew Hauser, que dominou a temporada e levou o título, Miguel Hidalgo teve seu lugar no pódio ameaçado durante a prova, especialmente após encerrar a natação em 26º lugar e ampliar a distância em relação aos líderes depois dos 40km de ciclismo. A recuperação veio na corrida, superando seu principal concorrente pela prata, o português Vasco Vilaça, no último quilômetro.
Além da prova de superação neste domingo, repetindo o quarto lugar da Alemanha, Hidalgo contou com uma temporada consistente para conquistar o segundo lugar.
O triatleta foi medalhista em metade das oito etapas, incluindo uma inédita vitória brasileira em Alghero, na Itália. Também foi prata em Karlovy Vary, na República Tcheca, e bronze em Yokohama, no Japão, e na Riviera Francesa. Os bons resultados deram a ele 3.769,95 pontos, entre os 4.250 de Hauser e os 3.690,12 de Vilaça, que completaram o pódio.

