
O ginásio de treinamento do judô na Sogipa conta com inúmeros banners com as conquistas dos judocas do clube gaúcho. Um deles mostra os títulos mundiais seniores e juniores dos atletas. Desde a última terça-feira (7), os nomes de Mayra Aguiar, Daniel Cargnin, Rafael Macedo e outros judocas ganhou uma nova companhia.
Ainda escritas em um esparadrapo, as letras à mão identificam "Peru 2025", "Jesse Barbosa" e "ouro". Aos 20 anos, o carioca escreveu seu nome não apenas no banner da Sogipa, mas também na história do judô brasileiro ao tornar-se campeão dos 90kg no Mundial Júnior de Judô Lima 2025.
— Sendo bem sincero, a ficha ainda não caiu. A ficha ainda não caiu. Tentando processar o que aconteceu, a grandeza do que eu fiz. A ficha ainda não caiu, mas eu olho pra aquela parede desde o ano passado, quando eu cheguei aqui — disse em entrevista à Zero Hora e completou:
— E eu tinha certeza que eu ia pôr o nome nela. E quando eu ganhei a final, eu pensei "finalmente eu vou pôr o nome naquela parede".
Melhor temporada
Jesse James Barbosa, um nome em homenagem ao personagem do faroeste norte-americano, vive em 2025 o seu melhor momento no esporte.
— É a melhor temporada da carreira até então. Mas espero que venham outras melhores, obviamente. Mas até então tem sido o melhor ano da minha carreira. É meu último ano no júnior também, então fechando com chave de ouro — enfatizou.
Além do título mundial, Jesse foi campeão dos Jogos Pan-Americanos Juvenis Assunção 2025 e garantiu vaga no Pan de 2027, também em Lima.
A campanha brasileira no Mundial Júnior igualou a melhor do país na competição, em 2008. Naquele ano, Sarah Menezes e Rafaela Silva foram ouro, enquanto Mayra Aguiar foi prata e o Brasil ainda conquistou dois bronzes, com Camila Minakawa e Victor Penalber.

