
A seleção brasileira de judô encerrou sua participação no Grand Prix de Guadalajara, no México, com mais seis medalhas. Neste domingo (19), foram duas pratas e quatro bronzes, totalizando 13 pódios no evento, o que deu ao Brasil o terceiro lugar no quadro geral, atrás de Azerbaijão e Japão.
Sogipanos no pódio

Das seis medalhas do dia, duas foram de judocas da Sogipa. Na categoria médio (até 90 kg), Guilherme Schmidt disputou sua segunda competição em sua nova categoria e garantiu um bronze.
Em sua primeira luta, o brasiliense venceu o mexicano Diego Diaz com um waza-ari seguido para transição para chave-de-braço. Depois, nas oitavas de final, conseguiu um yuko e uma nova chave-de-braço no romeno Vlad Visan e, nas quartas, venceu o azeri Murad Fatiyev, adversário que o derrotou no Grand Prix de Lima (Peru), com um estrangulamento.
Já na semifinal, Schimidt enfrentou o italiano Christian Parlati, e caiu em ippon. Na disputa pela medalha de bronze, ele venceu o belga Noah Christiaens, com um waza-ari seguido de imobilização.
Vice-campeão em Lima há seis dias, Leonardo Gonçalves também terminou em terceiro no meio-pesado ( até 100kg).

Medalhista olímpico por equipes em Paris-2024, Leo estreou contra o estadunidense Daniel Liubimovski e venceu com um yuko no golden score. Já nas quartas, também no golden score, levou uma revertida do italiano Enrico Bergamelli, assinalada como yuko pela arbitragem.
Na repescagem, o paulista de 29 anos não teve dificuldades contra o chileno Tomás Briceño, projetando-o em um waza-ari e, depois, em ippon.
Já na disputa pelo bronze, Léo só precisou entrar no tatame para assegurar a vitória, já que o canadense Kyle Reyes, que seria seu adversário, acabou se machucando na luta anterior e ficou impossibilitado de se apresentar para o combate.
As pratas

Na mesma categoria de Guilherme Schmidt, Marcelo Fronckowiak (Flamengo-RJ), nas lutas preliminares venceu todos os seus adversários por ippon. Primeiro, passou pelo sérvio Vojin Mandic; depois, pelo espanhol Daniel Nieto Trinidad; e, por fim, pelo tcheco Adam Kopecky.
O brasileiro enfrentou Parlati, que veio de vitória em Schimidt na semifinal, na disputa pelo ouro. Marcelo primeiro levou uma punição por falso ataque, mas o placar foi logo igualado pela falta de combatividade do italiano. Mas, em duas situações onde Fronckowiak tentou a projeção, Pireli conseguiu a revertida para marcar dois yuko, o suficiente para lhe dar a vitória.
No feminino, Beatriz Freitas chegou à final do peso meio-pesado (até 78 kg) e ficou com a prata em sua primeira decisão do Circuito Mundial.

A judoca do Pinheiros (SP) estreou nas quartas-de-final e cruzou, logo de cara, com Karol Gimenes (Flamengo), a outra brasileira da categoria, e venceu com um yuko.
Já na semifinal, Bia passou pela eslovena Metka Lobnik, atual sétima do ranking, com um ippon, e classificou-se à final, onde enfrentou a japonesa Kurena Ikeda, bronze no Mundial deste ano, e bateu em uma chave-de-braço.
Mais dois bronzes
Fechando a campanha brasileira em Guadalajara, os pesos pesados Giovanna Santos (+78kg) e Rafael Buzacarini (+100kg) faturaram mais duas medalhas de bronze.
Giovanna, que é atleta do Flamengo, levou a melhor nas punições ( 3 a 1) contra a estadunidense Gusmary Garcia Savigne, enquanto Buzacarini (Pinheiros) venceu Alex Semenenko, outro estadunidense, também nas punições ( 3 a 2).

