
E não deu para Flávia Saraiva conquistar um lugar no pódio no Campeonato Mundial de Ginástica Artística. Neste sábado (25), em Jacarta, a brasileira acabou na quarta posição e ficou a 1.266 da medalha de bronze na trave.
Após terminar na segunda posição nas classificatórias, Flavinha foi a primeira ginasta a competir e sem erros encerrou sua exibição. Sua nota 13.900 foi superior aos 13.833 da fase anterior, porém todas as atletas acabaram acertando suas séries, o que elevou o nível de exigência.
— Eu estou muito feliz. Eu consegui acertar a série e tirar esse negócio de mim, de que na final a Flávia não acerta. Estou orgulhosa do meu trabalho, de tudo que fiz durante o ano. Foi uma final atípica, todo mundo acertou e isso é muito bom pra ginástica, torna a ginástica mais competitiva — disse a ginasta de 26 anos, que ressaltou o fato de ter sido a primeira atleta a competir no dia.
Líder da fase classificatória com 14.366, a chinesa Zhang Qingying subiu sua nota para 15.166 e garantiu a medalha de ouro. Bronze no individual geral, ela garantiu seu segundo pódio na Indonésia.
A prata ficou com a argelina Kaylia Nemour, que ficou 0.866 da campeã. O bronze foi para a japonesa Aiko Sugihara.
Japonesa vence no solo

Se na final da trave Aiko Sugihara levou o bronze, na decisão do solo ela foi a melhor e garantiu o ouro com 13.833, nota quase 0.500 acima de seu resultado das eliminatórias, quando foi a quarta colocada.
A britânica Ruby Evans terminou com 13.666 e foi prata, seguida pela compatriota Abigail Martin, bronze com 13.466.
Filipino é bi no salto

Campeão olímpico do salto sobre a mesa em Paris, o filipino Carlos Yulo venceu a prova pela segunda vez em um Mundial. Com nota 14.866 ele repetiu o feito de 2021 e garantiu a terceira medalha de ouro de sua carreira no evento, somando o ouro no solo em 2019.
O armênio Artur Davtyan, campeão em 2022 e dono de duas medalhas olímpicas na prova, levou a prata com 14.833, enquanto o ucraniano Nazar Chepurnyi fez 14.483 e repetiu o bronze ganho em 2023, na Antuérpia.
Chinês confirma supremacia nas paralelas

A disputa das barras paralelas tinha um favorito e ele não decepcionou. O chinês Zou Jingyuan, atual bicampeão olímpico e que já havia vencido o Mundial três vezes, fez 15.300 e levou o tetra.
O japonês Tomoharu Tsunogai fez 14.500 para garantir a prata, enquanto o russo Daniel Marinov ficou a 0.034 do asiático e foi bronze.
Ginasta dos EUA é bicampeão na barra fixa

A última final do Mundial de Jacarta foi a da barra fixa e o estadunidense Brody Malone conquistou o bicampeonato. Vencedor da edição de 2022 em Liverpool, ele fez 14.933 e venceu o duelo com o japonês Daiki Hashimoto, campeão olímpico em Tóquio e que defendia o título.
Hashimoto recebeu nota 14.733 e ficou com a prata, enquanto o britânico Joe Fraser, com 14.700, levou o bronze.
