
Nesta quinta-feira (25), uma ação que morou na imaginação de praticamente todo morador de Porto Alegre deve se tornar realidade: uma pessoa vai descer de skate a parede externa de um prédio histórico da capital. A missão será de Sandro Dias, o Mineirinho, que vai "dropar" o prédio do Centro Administrativo Fernando Ferrari, construção curiosa e histórica no Centro de Porto Alegre.
A descida, promovida pela Red Bull com apoio do governo do estado, foi batizada de "Building Drop" e transformou o prédio de 21 andares em uma rampa gigantesca, montada na ala norte do edifício, simulando uma pista de skate vertical.
Por dentro da descida da megarrampa do CAFF
O edifício de 85m de altura tem formas arredondadas, que lembram uma megarrampa, e é sede de secretarias de estado, de órgãos públicos e até de uma orquestra. Entre os porto-alegrenses, a construção, inaugurada há quase 40 anos, é conhecida popularmente como "o prédio do skate".
De acordo com o governo estadual, a estrutura montada na parte externa do edifício é a "maior rampa de skate do mundo". Uma rampa, inclusive, já foi construída na parte externa do prédio, acompanhando o formato da parede, e um evento-teste com o skatista Sandro Dias, o Mineirinho, foi realizado no último dia 7.
Além do espetáculo esportivo, como contrapartida pelo uso do espaço público, a Red Bull se comprometeu a construir duas novas pistas de skate públicas em municípios gaúchos, fomentando o esporte local.
4 mil funcionários, 13 secretarias e uma orquestra
De acordo com um dos quatro arquitetos responsáveis pelo projeto, Luiz Carlos Macchi, o prédio foi projetado em meio a uma ideia de aterrar parte do Guaíba nos anos 1970 — o que gerou, entre outras obras, o Estádio Beira-Rio e o Parque Marinha do Brasil.
Inspirado no modernismo que serviu de base para a construção da cidade de Brasília, o prédio tem duas alas (chamadas de Ala Norte e Ala Sul), o que dá a ele um formato de pirâmide. As formas curvas, principalmente na base, são a inspiração para a imaginação de skatistas amadores e profissionais do RS.
Inaugurado em 10 de março de 1987, o complexo tinha como intenção reunir nesta extensão próxima do Guaíba os principais órgãos públicos, tanto da esfera municipal, quanto estadual e federal. A ideia, segundo o governo, era sediar órgãos da administração pública, com estruturas de uso comum, como auditórios, salas de reuniões, protocolo e estacionamento.
Nos seus 21 andares, o edifício é local de trabalho para 4 mil funcionários públicos e abriga 13 secretarias, além da Secretaria Estadual de Educação, que fica em um anexo. Também funciona no complexo a Casa da OSPA (Orquestra Sinfônica de Porto Alegre), com uma sala de concertos com capacidade para 1,1 mil pessoas.




















