
Após dois adiamentos, as provas olímpicas de águas abertas (10 km) foram realizadas no Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos, nesta quarta-feira (16), em Cingapura.
O Brasil acabou ficando sem medalhas e as nadadoras Ana Marcela Cunha, sexta colocada, e Viviane Jungblut, que finalizou em 17º lugar comentaram sobre seus desempenhos.
— Óbvio que a gente treina não só para ficar forte, mas para brigar pelo primeiro lugar. Sempre foi um sonho ganhar essa medalha (de ouro). Ainda não foi (desta vez). Não sei se teremos outra chance, mas quando eu bati, foi um alívio — disse Ana Marcela, dona de 17 pódios em mundiais, com sete ouros, mas nenhum título nesta distância.
Aos 33 anos, a baiana que compete pelo Sesc-RJ comentou os dois adiamentos e as trocas de horário da prova, por questões climáticas e sanitárias.
— Estamos há 36 horas (esperando a prova). Parece uma brincadeira, com os atletas. Primeiro a preocupação era o calor e depois, do nada, uma água com qualidade a desejar. A gente não se importa com isso, mas é toda uma preparação feita, claro que pra todo mundo igual, e provavelmente as três primeiras se prepararam até mais que as demais — afirmou a campeã olímpica em Tóquio-2020 e quarta colocada nos Jogos de Paris-2024.
Assim como aconteceu após a frustração por não ter conseguido um novo pódio olímpico, Ana Marcela deixou seu futuro em aberto.
— Eu estou contente, orgulhosa da minha trajetória. Desde 2006, em campeonatos mundiais, brigando por medalha. É uma final, como na natação, é um sexto lugar e não deixa de ser um bom resultado, mas eu sei que a torcida espera muito da gente — concluiu.
Viviane Jungblut ressalta alta temperatura

A gaúcha Viviane Jungblut, que participou de seu sexto mundial falou sobre o calor e água da Ilha de Sentosa, local da prova, extremamente quente.
— Uma temperatura muito alta e a gente não está muito acostumada. No verão treinamos parecido, mas é treino. Sabíamos que seria uma prova dura, com bastante calor (31 graus). Mas é isso, na nossa modalidade temos que estar preparados — disse a atleta de 29 anos.
Viviane também lembrou os dois adiamentos da prova e o que isso pode acarretar.
— A prova foi adiada duas vezes e nós temos que estar sempre preparados para as adversidades —avaliou a nadadora do Grêmio Náutico União.




