
Sensação do Mundial de Clubes à frente do Fluminense, o técnico Renato Portaluppi agradeceu o apoio que vem recebendo de torcedores gremistas nos estádios americanos e projetou um dia retornar à Arena.
O carinho pelo Tricolor gaúcho, aliás, esteve presente em diversos momentos da entrevista exclusiva concedida por Renato a Zero Hora neste domingo (6), na concentração do Fluminense, em Millburn, a 40 quilômetros do centro de Nova York.
"Precisava descansar"
Em uma conversa de 25 minutos o ídolo gremista disse que "se expressou mal" nas suas últimas entrevistas coletivas, marcadas por fortes atritos com a imprensa, e explicou por que chegou à conclusão de que, em dezembro de 2024, o seu ciclo na Arena havia chegado ao fim.
— Eu havia falado para o presidente (Alberto) Guerra antes mesmo de acabar o Brasileiro: “Olha, eu garanto que o Grêmio não vai cair. Mas no final do ano eu vou embora”. Eu precisava descansar, trocar de ares. E tive vários clubes grandes que me procuraram: Vasco, Santos, Corinthians, Cruzeiro. Mas eu queria férias. Curti minhas férias, depois voltei ao Fluminense — contou.
Tive vários clubes grandes que me procuraram: Vasco, Santos, Corinthians, Cruzeiro. Mas eu queria férias

Renato brinca com repórter: "Desligou o carro?"
De tricolor para tricolor
Renato disse ainda que, em todos os jogos do Mundial de Clubes pelo clube carioca, vê torcedores gremistas lhe apoiando nas arquibancadas dos estádios americanos.
— Sempre serei grato ao Grêmio e à torcida. Muitos torcedores do Grêmio estão nessa Copa do Mundo com a camisa do Grêmio. Tenho visto, reconhecido, apontado para eles do campo. Outro dia mesmo vi um torcedor sozinho, no terceiro anel, com a camisa do Grêmio. Apontei para ele. E no jogo contra a Inter também, muitos gremistas nas arquibancadas. Recebo milhares de mensagens do Rio Grande do Sul. Isso me deixa muito feliz. Sei que a torcida do Grêmio torce por mim, da mesma forma que eu tenho um carinho imenso por eles — completou.
Sei que a torcida do Grêmio torce por mim, da mesma forma que eu tenho um carinho imenso por eles

Tensão em coletivas
O ex-técnico gremista reconhece que estava "nervoso" nas suas últimas entrevistas pelo clube gaúcho:
— Naquele momento, estava tudo muito desgastado. Muita gente não entendia, e às vezes eu me expressei mal, fiquei um pouco nervoso nas coletivas. A pressão era muito grande. Tivemos enchente, jogamos fora da Arena. E tinha gente que queria minha saída, não vou citar nomes. Mas o torcedor do Grêmio não é burro. Ele sabe quem são — declarou.
As vezes eu me expressei mal, fiquei um pouco nervoso nas coletivas

"Fazia parte de todos os setores do clube"
Renato relembrou ainda uma declaração dada pouco antes do fim da temporada passada, quando disse que queria ver um treinador fazer 50% do que ele fez pelo clube.
— Quando falei que queria ver alguém fazer 50% do que eu fiz, é porque eu sabia da minha importância. Eu fazia parte de todos os setores do clube — afirmou.

Torcida pelo Grêmio
Porém, mesmo à distância e focado em conquistar o Mundial de Clubes pelo Fluminense, o treinador segue na torcida pelo Grêmio.
— Continuo torcendo. O Mano e o Felipão estão por lá, e o Grêmio vai voltar forte. Meu carinho pela torcida é eterno. E vida que segue. Daqui a pouco voltamos para o Brasil e a gente se encontra por lá — completou.
E projeta um dia retornar à Arena.
— Não quer dizer que jamais voltarei. Um dia eu volto. Quem sabe um dia eu volto? — finalizou.
Meu carinho pela torcida é eterno. Um dia eu volto
Renato explica por que não fala sobre tática em coletivas:
Assista à entrevista na íntegra:





