
Lucas Paquetá, do West Ham, será inocentado das acusações de envolvimento com apostas esportivas feita pela Federação Inglesa (FA), segundo o jornal The Times.
A decisão oficial, aguardada para esta sexta-feira (25), ainda não foi divulgada. Inclusive, de acordo com o portal ge.globo, equipe do jogador ainda não foi informada. Assim, o veredito deve ser anunciado na próxima semana e o meia será liberado para seguir jogando.
Caso a absolvição se confirme, a FA cobrirá os custos advocatícios de Paquetá, que podem chegar a R$ 90 milhões. West Ham e FA não quiseram comentar o assunto.
Relembre o caso
Paquetá foi denunciado em maio de 2024. A audiência do caso começou em março e foi finalizada em junho. O West Ham buscava uma resolução rápida para definir se precisaria ou não buscar um substituto para o jogador, caso ele fosse punido severamente.
Na época da denúncia, Paquetá negou as acusações:
— Estou extremamente surpreso e chateado com o fato de a FA ter decidido me acusar. Cooperei com todas as etapas da investigação e forneci todas as informações que pude durante estes nove meses. Nego as acusações na íntegra e lutarei com toda as minhas forças para limpar meu nome. Devido ao processo em andamento, não fornecerei mais comentários.
O jogador foi acusado de quatro violações da Regra E5.1 da FA, que proíbe jogadores de tentar influenciar, de forma indevida, o resultado ou qualquer aspecto de uma partida para fins impróprios.
Embora ofensas por apostas sejam distintas de manipulação de resultados, se for provado que uma aposta afetou o jogo, a acusação é específica. Um jogador condenado por interferir no resultado de uma partida pode ser banido permanentemente.
A FA alega que Paquetá "procurou influenciar diretamente o progresso, a conduta ou qualquer outro aspecto ou ocorrência nessas partidas, buscando intencionalmente receber um cartão do árbitro com o propósito indevido de afetar o mercado de apostas para que uma ou mais pessoas lucrem com apostas".
As sanções para violações da Regra E5.1 não são detalhadas no regulamento da FA. No entanto, em casos de uso de informação privilegiada para apostas, a punição pode variar de suspensão de seis meses a banimento vitalício, além de multa.
Em maio, a FA também acusou o brasileiro de duas violações da Regra F3, relacionada a má conduta por não responder a perguntas e não fornecer documentos.
